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Laborat�rio alagoano isola v�rus da dengue

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VITÓRIA ALCÂNTARA O Laboratório Central de Alagoas (Lacen) é um dos 12 no país que detém a tecnologia de isolamento do vírus da dengue. Isso significa que, a partir de agora, o Estado tem condições de identificar o tipo de vírus ? existem quatro sorotipos da dengue: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4 ? que circula em Alagoas e monitorar a ocorrência da doença nos municípios alagoanos. Além disso, segundo a diretora do Lacen, Telma Pinheiro, não haverá mais necessidade de enviar o material coletado ? sangue, tecido, soro ou líquido da coluna vertebral ? de pacientes alagoanos para análise no Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), que atende todo o país. O trabalho de isolamento do vírus começou a ser realizado em novembro de 2004. No início de dezembro, uma bióloga do Lacen, Jacqueline Pacífica, que, em 2002, recebeu treinamento no Instituto Evandro Chagas, conseguiu isolar sete vírus: seis de sorotipo Den-3 e um de Den-2. Dessas amostras, quatro eram de Maceió e três do interior do Estado. ?É necessário tomar alguns cuidados no acondicionamento das amostras que serão utilizadas para isolar o vírus da dengue. As amostras de sangue, tecido, soro ou líquor [o líquido da coluna] devem ficar numa temperatura de menos 70 graus Celsius para que o vírus não morra?, explica a bióloga. Para isolar o vírus da dengue, é necessário um trabalho de 20 a 25 dias de pesquisa em laboratório. Por isso, a importância de se realizar esse diagnóstico em Maceió. ?Fazendo o diagnóstico em Alagoas, evitamos o envio das amostras para Belém, cuja viagem, mesmo de avião, demora bastante, o que em alguns casos pode ter afetado o resultado do diagnóstico?, afirma Telma Pinheiro. O isolamento do vírus, apesar de durar até 25 dias, é útil porque, a partir do conhecimento do sorotipo existente no Estado, é possível para a Secretaria de Saúde desencadear medidas de controle epidemiológico na área afetada e evitar que a doença se alastre. ?Teremos um diagnóstico conclusivo, feito na época certa e com possibilidade de agir?, afirma. A diretora do Lacen diz que o acompanhamento do avanço da dengue em Alagoas é importante para saber quais os sorotipos existentes nos municípios e a possibilidade de ocorrer um quadro hemorrágico. ?O perigo da dengue é a reinfecção. Quem teve o Den-2, por exemplo, está imune somente a esse tipo de sorotipo e pode ter os demais. Na reinfecção, o quadro clínico pode se agravar porque o vírus faz a parte líquida do sangue extravasar (sair das artérias, vasos e veias), causando hemorragias?, esclarece.

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