Cidades
Pai do menor acusa v�timas pelo acidente
BLEINE OLIVEIRA FÁBIA ASSUMPÇÃO ?Estou lidando com pessoas ignorantes, que não querem assumir a responsabilidade que tiveram?, reagiu o advogado Rosalvo Antônio Lobo Rocha, pai do adolescente acusado de provocar o acidente que matou a funcionária pública Jacy Oliveira Martiniano da Silva, 53 anos. Funcionário do Tribunal de Contas do Estado, Rosalvo saiu em defesa do filho que, segundo ele, não estava fazendo ?pega? nem desenvolvendo velocidade excessiva no momento em que o Marea que dirigia atingiu o Palio dirigido por Cristiano Herbert. O advogado conta que chegou ao local 15 minutos após a ocorrência, e que ?em nenhum momento? ele ou filho se negaram a prestar assistência às vítimas. ?Ficamos lá durante todo o tempo em que o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) fez o socorro?, garante. Ele alega que o empresário Cristiano Herbert ? que dirigia o carro onde Jaci estava e que foi ferido no acidente ? está acusando seu filho ?na tentativa de esconder a irresponsabilidade que cometeu ao não respeitar a sinalização da via onde ocorreu o acidente?. O advogado evitou se responsabilizar pelo fato de seu filho, menor de 15 anos, estar dirigindo um veículo e em alta velocidade. A causa do acidente, segundo o pai, seria o ?excesso de passageiros? no Palio dirigido por Cristiano Herbert. ?No carro estavam sete pessoas, entre elas duas crianças. Como fazia uma conversão, ele não pôde fazer o carro desenvolver a velocidade necessária à passagem de uma pista para a outra?, declara Rosalvo Lobo Rocha. ?Normal e tranqüilo? Definindo o filho como um adolescente ?normal e tranqüilo?, o advogado alegou que pessoas que ele acredita serem ligadas à família de Cristiano Herbert estão telefonando para a residência de seu pai, o juiz aposentado Cyro Casado Rocha, de 84 anos, ?fazendo ameaças?. ?Meu pai é um homem de idade avançada, diabético. Em função dessas ligações quase entrou em coma?, disse Rosalvo Lobo Rocha. E ainda ameaçou: se algo acontecer a seus familiares, ?adotará as providências legais cabíveis?. Num dos telefonemas, segundo ele, uma voz masculina ameaça ?pegar? o adolescente se este aparecer na Barra de São Miguel, onde a família de Rosalvo está passando férias. ?Já disse que vou repassar a eles R$ 20 mil pela morte da senhora e mais o valor do carro; estou dependendo da seguradora. Além disso, meu filho está respondendo a processo por lesão corporal seguida de morte. O que mais querem que eu faça??, indaga o pai, revelando que o inquérito sobre o acidente está sendo concluído na Delegacia de Menores para ser encaminhado ao Juizado da Infância e da Juventude. Para o advogado, é ?inadmissível? que seu filho seja processado por homicídio culposo, como querem os familiares da principal vítima do acidente. ?Não há justificativa legal para isso?, afirma Rosalvo Lobo Rocha.