Cidades
ALAGOAS SAI NA FRENTE PARA TENTAR ZERAR FILA DE CIRURGIAS ELETIVAS
Em seis meses, estado já realizou mais de 4.300 procedimentos cirúrgicos dos mais variados tipos
Quem aguarda para fazer alguma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já pode se preparar. O Governo Federal anunciou que irá lançar um Mutirão de Cirurgias e Exames para zerar a fila de espera, que cresceu bastante com a pandemia, quando os procedimentos que não eram de urgência ficaram suspensos em todo o país. Em Alagoas, um programa semelhante já foi implantado pelo governo do estado, com o mesmo objetivo, em meados do ano passado, com 4.341 procedimentos cirúrgicos realizados em um período de seis meses. Em 2023, ele continua e deve beneficiar ainda mais pessoas.
Ainda não se sabe quanto será destinado pelo Ministério da Saúde aos estados para a execução do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializada. O anúncio foi feito na última semana de janeiro, durante a reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS), onde participaram todos os secretários de Estado da Saúde, bem como, integrantes do Ministério da Saúde (MS).
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está no aguardo da portaria que estabelece o programa para saber, com detalhes, como ele será executado e como se dará o aporte financeiro para cada unidade da federação.
Enquanto isso, a Maratona de Cirurgias continua acontecendo no estado, por iniciativa pioneira do Governo de Alagoas. Criado em junho de 2022, justamente com o propósito de reduzir a fila de espera por procedimentos eletivos represados durante a pandemia da Covid-19, foram realizadas, até o momento, 13 edições do programa.
Um levantamento realizado pela Sesau na última semana apontou que foi feito o cadastro de 7.754 pessoas desde que o projeto foi iniciado. Desse total, 4.341 já se submeteram aos procedimentos cirúrgicos.
Entre as cirurgias mais realizadas, estão as ortopédicas, de fimose, lipoma, oftalmológicas, ginecológicas, de hernioplastia incisional, de extirpação de lesão de pele e tecido subcutâneo, além de histerectomia (retirada do útero), colecistectomia (supressão da vesícula), de hérnia umbilical, exérese de pólipo e hidrocele.
Os procedimentos foram realizados em várias unidades de saúde na capital e no interior do estado. Além das cirurgias, também foram feitos mais de 51 mil exames e consultas. Entre elas, ultrassom, eletrocardiograma, laboratoriais, raio-x de tórax, consultas médicas, consultas de enfermagem e consultas com nutricionistas. Segundo o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, o Programa Maratona de Cirurgias tem sido uma revolução após o ápice da pandemia da Covid-19. De acordo com ele, durante os anos de 2020 e 2021 , a maioria dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermaria existentes no estado foi destinada, exclusivamente, à maior emergência em saúde pública da história mundial, gerando uma grande fila de cirurgias eletivas. “Milhares de cirurgias eletivas foram adiadas em decorrência da pandemia da Covid-19. Mas, ao assumirmos a gestão da Sesau, seguindo a determinação do governador Paulo Dantas, planejamos e começamos a execução da Maratona de Cirurgias, cujo objetivo é zerar a fila de espera por procedimentos eletivos, assegurando assistência qualificada e humanizada aos mais de 95% de alagoanos que dependem, exclusivamente, do SUS”, pontuou o gestor da saúde alagoana. Inicialmente, de acordo com levantamento realizado junto aos municípios alagoanos, a intenção do Governo de Alagoas era realizar cerca de 2.500 cirurgias durante os mutirões, uma demanda que, de maneira normal, levaria aproximadamente dois anos para ser atendida. O número de pessoas à espera dos procedimentos, no entanto, era bem maior e, tendo isso em vista, a Maratona vai ter continuidade nos próximos meses, conforme a Sesau.