Cidades
GUARDIÃO DE RELÍQUIAS: INSTITUTO GARANTE CONFECÇÃO DE IDENTIDADES
Em meio às eras virtual e real, Instituto de Identificação segue, há mais de um século, registrando e guardando identidade do alagoano
Registro, logo existo. Esse pensamento reflete a máxima da existência humana no ambiente virtual, com as redes sociais, e mostra a relevância do papel dos registros documentais físicos para a construção da história. Em meio às eras virtual e real, o Instituto de Identificação segue, a mais de um século, com o dever de registrar e guardar a identidade do alagoano, como verdadeiras relíquias. E entre as preciosidades documentadas pelo guardião, estão os casos da aposentada Maria José da Conceição, que tirou a segunda via do RG (Registro Geral), aos 102 anos, e o da pequena Ana Zaya, que fez a primeira via, dias após ter vindo ao mundo precocemente. Além disso, o órgão tem guardado os registros de personalidades, como o escritor Graciliano Ramos, o cantor Djavan e a jogadora Marta.
CENTENÁRIA “LACRA” AO SOLICITAR 2ª VIA DO RG
Durante a Caravana Meu RG na Mão realizada no sertão alagoano, o Instituto de Identificação levou toda a equipe técnica do órgão para os municípios de Carneiros e Senador Rui Palmeira. Na ocasião, foram confeccionadas cerca de 600 carteiras de identidade. Entre os beneficiados da ação, estava Maria José da Conceição, de 102 anos, que foi retirar a segunda via do RG. “Ficamos muito satisfeitos com a ação porque atendemos as pessoas que têm dificuldade de deslocamento, como no caso da dona Maria José da Conceição de 102 anos que tirou sua segunda via em Senador Rui Palmeira”, afirmou Anízio Amorim, o superintendente da Instituto de Identificação. Na hora do atendimento ela fez questão em dizer que estava “lacrando” ao ser a mais velha que apareceria para conseguir o novo documento. De acordo com Anízio Amorim, a Caravana Meu RG na Mão, é um projeto do Governo do Estado, realizado por meio da Secretaria de Segurança Pública e da Perícia Oficial, criado em comemoração aos 100 anos do Instituto de identificação, em 2021. “A ação busca levar o serviço de emissão do RG para os alagoanos que residem em municípios que não possui um posto do Instituto. Com o atendimento a esses dois municípios do sertão alagoano, atingimos a marca de dezenove edições desse projeto”.
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No dia 1º de março de 2022, ainda com 33 semanas e cinco dias – aproximadamente oito meses –, a pequena Ana Zaya, vem ao mundo e logo é levada às pressas para ser entubada, pois nasceu no Hospital Geral do Estado (HGE) com 2,240 kg, 35 centímetros e estava com batimentos cardíacos fracos e sem respirar. A prematura havia sido diagnosticada com nanismo e com o tórax muito reduzido, que dificultava a respiração. Após ficar um mês e 25 dias entubada, os médicos optaram por fazer a traqueostomia, que promoveu evolução no quadro de saúde de Zaya. Ao saber da história da pequenina, que necessitava de assistência, cuidados e de medicamentos, Anízio Amorim disse que que foi ao hospital junto a técnicos do Instituto de Identificação para registrá-la, permitindo-a ter o direito de receber benefício especial do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
“Essa foi uma das histórias mais marcantes já registradas pelo Instituto de Identificação, desde o tempo que estou à frente desse órgão. Além do RG para receber o auxílio do INSS, consegui um home care, junto ao secretário de Saúde, Pontes de Miranda”, disse.