Cidades
Testemunhas apontam Diego: Foi ele
As oito testemunhas que prestaram depoimento à polícia sobre a morte do estudante Israel Sampaio de Araújo Franco, baleado em frente a uma casa de shows em Jaraguá, na madrugada do último domingo, apontaram o universitário Diego Ramirez Pinheiro como autor dos disparos. São pessoas, na maioria jovens, que também aguardavam ? a exemplo da vítima ? o início do show da banda Nação Zumbi, em frente à boate Marquês D?Latravéia, quando ocorreu o atentado. O professor de História Diógenes Paes, 35, afirmou, no cartório da Delegacia do 2º Distrito, que estava a poucos metros do acusado, quando ele sacou o revólver e fez seis disparos contra um rapaz que o professor, depois, soube que é Tiago Pinheiro de Melo. Tiago foi baleado pelas costas e caiu. ?Me fixei bem na fisionomia do atirador e na arma dele. Não tenho a menor dúvida de que foi o rapaz que vi na televisão se defendendo?, declarou. O professor foi uma das testemunhas que se apresentaram espontaneamente para prestar depoimento no inquérito. ?Quando o vi pela televisão tive a certeza de que foi Diego quem fez os disparos?, afirmou. ?É ele, sim!? Diógenes tomou a decisão de procurar a polícia logo após tomar conhecimento de que um rapaz de 21 anos ? Israel Sampaio de Araújo Franco ? havia morrido no atentado. ?Após os tiros, procurei socorrer meu amigo, Ernandes, que recebeu um tiro de raspão na cabeça. ?Só no outro dia soube da gravidade do problema e estou aqui para falar tudo que sei?, assegurou a testemunha. O professor afirmou que estava perto de Diego quando este sacou o revólver, segurou-o com as duas mãos e efetuou seis disparos. ?A arma estava na mão direita?, detalhou a testemunha. ?O primeiro tiro atingiu as costas de Tiago, que se virou e recebeu outro tiro. Era ele, sim! Ele continuou de arma em punho e fez novos disparos. Foi aí que outras pessoas acabaram feridas. Depois, ele fugiu por um beco ao lado da boate?, acrescentou. O professor relatou que o acusado parecia transtornado, mas foi de uma frieza cruel quando atirou. ?Não sou testemunha de acusação ou defesa. Estou aqui porque a classe média tem que tomar uma decisão e coibir a violência e a impunidade. Eu poderia ser vítima agora?, afirmou o professor. ?O cara está aqui? João Carlos Costa, 23, formado em Turismo, também prestou depoimento ontem no cartório da Delegacia do 2º Distrito. Ele declarou à polícia que conversou com Diego pouco antes de ele sacar a arma e atirar, atingindo Tiago nas costas e outras três pessoas. ?Eu estava lá na hora e não tenho dúvida de que foi ele quem atirou?, disse. A testemunha revelou, inclusive, ter conversado com Diego e ouvido quando ele falava pelo telefone com outra pessoa, dizendo: ?O cara tá aqui e eu não vou dispensar?. Em seguida, segundo a testemunha, ele sacou a arma e efetuou seis disparos. Diego usava camisa com mangas compridas e tinha um capacete no antebraço esquerdo. Logo após os disparos, ele fugiu numa motocicleta, disse a testemunha.