Cidades
Garibalde deve ser transferido para PF
Também está nas mãos do juiz da Vara de Execuções Penais, Jamil Amil de Hollanda Ferreira, o processo em que o Ministério Público estadual pede a transferência do ex-soldado PM Garibalde Amorim do Presídio Baldomero Cavalcanti para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Jaraguá. A expectativa dos promotores Marcos Mousinho e Marluce Falcão é de que a transferência seja deferida pelo juiz. O pedido de transferência foi feito pelo promotor de Justiça Marcus Mousinho, depois que o próprio Garibalde entrou em contato com ele, na última quinta-feira, e contou ter tomado conhecimento da existência de um plano para matá-lo no presídio. O plano deveria ter sido executado na quarta-feira, o que acabou não acontecendo porque Garibalde não saiu da cela na hora prevista. Inicialmente, o promotor Marcos Mousinho disse acreditar que o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante estivesse por trás do plano de execução e chegou a responsabilizar o ex-oficial pelo que acontecesse a Garibalde. Depois de ter sido um antigo aliado de Cavalcante, Garibalde tornou-se seu inimigo na prisão. A relação entre os dois piorou no fim do ano passado, quando Garibalde prestou depoimentos ao Ministério Público e à Justiça, dando novas versões e informações sobre o assassinato de Sílvio Vianna, que complicaram ainda mais a situação de Cavalcante, condenado a 19 anos e 10 meses como mandante do crime. Nos depoimentos, Garibalde e outro acusado no mesmo crime ? o fazendeiro Fernando Fidélis ? denunciaram que Cavalcante teria regalias dentro do presídio e que, de lá, continuaria a comandar o crime organizado no Estado. Escola No depoimento prestado ontem ao diretor do Departamento do Sistema Penintenciário (Desipe), coronel Agamenon Oliveira, Garibalde não fez referência direta ao ex-tenente-coronel Cavalcante como mentor do plano de execução. Garibalde disse que soube, por um preso que participaria da execução, que sua morte estaria ligada à desativação da escola que funciona no presídio. Alguém ? que Gabibalde disse não saber quem é ? teria espalhado o boato entre os presos de que ele, que atuava como ?diretor? da escola, seria o responsável pela desativação, já que depois que prestou o depoimento contra o tenente-coronel, deixou de freqüentar o local, temendo ser morto. O boato também dava conta de que Garibalde seria o responsável pela retirada do único orelhão do pavilhão, que foi levado para conserto. O mesmo aluno que revelou o plano a Garibalde entregou ao diretor do presídio a arma que seria usada no crime, uma ?faca? fabricada por um preso. Apesar disso, o Ministério Público manteve o pedido de transferência, já que Garibalde é considerado uma testemunha importante.