Cidades
�rea causa jogo de empurra entre empresa, moradores e prefeitura
A responsabilidade pelo acúmulo de lixo no terreno ao lado do Hospital Sanatório, no Farol, virou um jogo de empurra. Moradores e ambulantes que trabalham na Avenida Francisco Freire Ribeiro afirmam que são os maiores prejudicados pelo mau cheiro e pela infestação de insetos causados pelo acúmulo de lixo, mas reconhecem que muitas pessoas que moram próximo ao local colocam lixo no terreno. ?Até o último dia 23 de dezembro, a prefeitura mandava diariamente caminhões para recolher o lixo acumulado. De lá para cá, isso não vem sendo feito. E as pessoas continuam trazendo todo tipo de lixo para o terreno?, conta o aposentado Valdeci Vasconcelos. A ambulante Vera Lúcia da Rocha, que vende churrasquinho numa parte do terreno onde não há entulho, diz que está praticamente impossível trabalhar no local. ?É o meu ganha-pão, mas agora tem tanta mosca que os clientes não aparecem. Temos de ficar abanando o tempo todo?. Ela reconhece que parte do lixo é colocada por alguns moradores e ambulantes. ?Tem gente que traz o saquinho de lixo e joga aqui?. Valdeci Vasconcelos conta que o terreno é do construtor Gilson Calheiros e que ele teria cedido o uso da propriedade à administração passada da Prefeitura de Maceió, em troca da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). ?Acho que ele não sabe que o terreno dele se transformou num lixão. Tem até aterro?. Gilson Calheiros, proprietário do terreno, afirma que nunca fez nenhum tipo de acordo com a prefeitura e paga por ano cerca de R$ 9 mil de IPTU. ?A área foi invadida. Nós colocamos cerca, mas foi tudo derrubado. Demos queixa na delegacia, entramos em contato com a administração anterior da prefeitura, mas as pessoas e até a prefeitura continuam colocando lixo no terreno. Vou entrar novamente em contato com a prefeitura para resolver essa situação?, garante o proprietário do terreno. O superintendente de Limpeza Urbana de Maceió, João Vilela, diz que não tinha conhecimento do problema. ?Não acredito que a prefeitura tenha invadido esse terreno. Não estou querendo me eximir da obrigação, mas os donos de terrenos têm a obrigação de murar suas propriedades para evitar que as pessoas depositem lixo nestas áreas?, disse Vilela. O superintendente da Slum disse que os moradores podem fazer denúncias deste tipo pelo Disk-Limpeza, no número 315-2600. ?Nós abrimos uma ocorrência e tentamos resolver o problema da melhor forma possível?.