Cidades
PF lotada mant�m Garibaldi no Baldomero
FELIPE FARIAS O ex-PM Garibalde Amorim deve permanecer no presídio Baldomero Cavalcanti pelo menos até amanhã, apesar da ameaça de morte de que diz ser vítima. O pedido para que ele fosse transferido para a sede da Polícia Federal, em Jaraguá, foi rejeitado porque, segundo a superintendência da PF em Alagoas, seu setor de custódia está com a capacidade esgotada. Diante da ameaça a Garibalde, chegou a ser cogitada a transferência do ex-PM para um presídio fora de Alagoas ? o que seu advogado de defesa, Iran Nunes, diz que não deve ser aceito. A ida para o presídio da PM, situado no quartel do 1º Batalhão, no Trapiche, também foi descartada, a princípio porque depois de preso Garibalde foi expulso da tropa. ?Embora a Polícia Federal não seja a instituição com toda a estrutura apropriada para receber pessoas em cumprimento de penas, na atual circunstância é o lugar mais apropriado para receber Garibalde?, disse o promotor de Justiça Marcus Mousinho, da 3ª Vara Criminal, que acompanha o caso. Denúncia A denúncia da ameaça de morte foi feita pelo próprio detento, que foi condenado em fevereiro do ano passado pelo assassinato do coordenador de arrecadação da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna. Segundo seu advogado, depois que fez revelações ao Ministério Público sobre vários casos que permanecem ?insolúveis? ? entre eles a execução do vigilante Ebson Vasconcelos, o Eto ?, Garibalde deixou de circular pelo presídio com a mesma freqüência de antes. Na sexta-feira passada, o juiz da Vara de Execuções Penais da capital, Jamil Amil de Hollanda Ferreira, fez contato por telefone com a superintendência da PF, consultando sobre a possibilidade de Garibalde ser levado para o setor de custódia da unidade. ?A consulta nos foi feita em caráter extra-oficial, mas mesmo assim foi informada a impossibilidade de a PF custodiar Garibalde?, disse o delegado Arivaldo Marques, que está respondendo pela superintendência. Operação Anaconda Segundo ele, entre os presos que estão no setor de custódia há denunciados pela Operação Anaconda e até da Justiça Estadual. Ele admite que a ida de Garibalde implicaria em necessidade de reforço no efetivo de agentes federais responsáveis pelo setor, mas não quis revelar quantos presos se encontram recolhidos. O promotor Marcus Mousinho, que com outros membros do MP recolheu os depoimentos de Garibalde e de outros presos sobre as revelações referentes a casos que ainda estão sem solução no Estado, disse que a saída de Garibalde de Alagoas teria de ter a concordância do próprio preso, já que o motivo não seria o mesmo que provocou, por exemplo, a autorização para remoção do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante. ?Há um programa de proteção a presos que colaboram com a Justiça, como o de proteção a testemunhas?, explicou o promotor.