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NÚMERO DE ACIDENTES COM ESCORPIÕES CAI 45% EM ALAGOAS

Ministério da Saúde aponta que em janeiro e fevereiro deste ano foram 906 casos no estado

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Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (SINAN/MS) apontam que foram registrados de janeiro a fevereiro desde ano 906 casos de acidentes com escorpião em Alagoas, uma queda de 45% em relação ao mesmo de período de 2022, que teve 1.647 ocorrências. Houve redução também quando comparados os anos de 2021 e 2022, segundo informações do Sinan do Ministério da Saúde. Foram 11,3 mil em 2021 e 10,8 mil casos no ano passado, respectivamente, uma queda de 4,2%. “De fato houve uma redução de casos. O perigo da picada de escorpião é quando a vítima é uma criança pequena ou um idoso com problemas no coração ou hipertenso. Nesses casos pode desenvolver a forma grave, mas para a nossa sorte mais de 95% dos casos de picada de escorpião são leves”, afirma o infectologista Fernando Maia.

No período mais quente aumenta a preocupação com o aparecimento dos escorpiões, especialmente as crianças e os idosos necessitando de uma atenção ainda maior. Caso ocorra a picada, a vítima deve ser levada para avaliação médica. A unidade referência no atendimento é o Hospital Hélvio Auto, em Maceió.

Para reduzir a possibilidade de aparecimento desses animais, deve-se diminuir a quantidade de lixo, de entulhos e checar sempre as áreas próximas às residências. “Deve-se procurar imediatamente o serviço de saúde, pode ser o Hélvio Auto, uma UPA ou pronto socorro. Na grande maioria das vezes não vai precisar de mais nada além de anestésico no local, muito raro precisar de soro específico. Pode-se levar o escorpião, se quiser para ajudar a identificar, mas não é obrigatório. Se não encontrar basta o relato da pessoa”, completa Fernando Maia. Segundo o MS, os grupos considerados mais vulneráveis são os trabalhadores da construção civil, crianças e pessoas que permanecem maiores períodos dentro de casa ou nos arredores e quintais. Ainda nas áreas urbanas, estão sujeitos os trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusearem objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar alojados. Em abril do ano passado, uma menina de 3 anos morreu após ser picada no pé por um escorpião, no quintal de casa, em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. A criança chegou a ser intubada na Santa Casa de Paranaíba e tomou oito doses de soro antiescorpiônico, mas não resistiu. Em setembro de 2021, uma menina de três anos morreu após ser picada por um escorpião, no município de Matriz de Camaragibe, no interior de Alagoas. Depois que foi picada pelo aracnídeo, a vítima foi conduzida ao o Hospital Municipal Luiz Arruda, no município em que morava, mas acabou sendo encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE) para o tratamento médico necessário. “A grande maioria dos acidentes com escorpiões é leve e o quadro local tem início rápido e duração limitada. Os acidentados apresentam dor imediata, vermelhidão e inchaço leve por acúmulo de líquido, piloereção (pelos em pé) e sudorese (suor) localizadas, cujo tratamento é sintomático. As crianças abaixo de sete anos apresentam maior risco de apresentar sintomas longe do local da picada, como vômito e diarreia, principalmente nas picadas por escorpião-amarelo, que podem levar a casos graves e requerem a aplicação do soro em tempo adequado”, detalha o MS.

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