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Juiz decide hoje pedido de preventiva

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DORGIVAL JUNIOR EDNELSON FEITOSA A promotora da 4ª Vara Criminal de Competência Não-Privativa da Capital, Marluce Falcão, entregou ontem ao juiz plantonista, Ricardo Jorge Cavalcanti de Lima, parecer do Ministério Público (MP) solicitando o relaxamento do flagrante e a decretação da prisão preventiva do universitário Diego Ramirez, 25 anos. O estudante é apontado como autor material do assassinato do também estudante Israel Franco. Com o parecer em mãos, o magistrado ? titular do 8º Juizado Especial Civil e Criminal da Universidade Federal de Alagoas ? declarou que estará se pronunciando sobre o caso ainda hoje. ?Queria já ter tomado uma decisão sobre este caso. Como o parecer do MP só foi entregue ontem, estarei me pronunciando hoje ou, no mais tardar, amanhã?, disse o magistrado, que também responde pela Comarca de Major Izidoro. O advogado de defesa do universitário, Welton Roberto, comemorou, em parte, o parecer do Ministério Público que acolheu o seu pedido de relaxamento do flagrante. ?A promotora concordou que não houve flagrante. O meu cliente se entregou de forma espontânea à delegacia. O delegado não podia prendê-lo em flagrante?, disse o advogado. Habeas corpus Welton Roberto esclareceu ainda que se o juiz decretar a preventiva de Diego Ramirez, ele entrará com um habeas corpus perante ao Tribunal de Justiça de Alagoas, solicitando a revogação da prisão. ?Agora, tudo depende da decisão do magistrado. O juiz pode, ou não, relaxar o flagrante e decretar a prisão preventiva. Ele também pode relaxar a prisão em flagrante e não decretar a preventiva, o que colocaria meu cliente em liberdade?, acrescentou o advogado. ?Caso o magistrado decida pela decretação da prisão preventiva, ele terá que apresentar uma fundamentação. Será com base nestes argumentos que i rei pedir o habeas corpus?, esclareceu Welton Roberto. O crime A polícia apurou que, na madrugada do último dia 9, um grupo de jovens estava defronte à casa noturna Marquês D?Latravéia, aguardando o início do show da banda pernambucana Nação Zumbi, quando chegou ao local Diego Ramirez, trazendo um capacete no braço esquerdo. Ele falou com várias pessoas, inclusive tentou vender um celular para testemunha João Carlos Costa, 23, com quem mantinha um relacionamento de amizade. João Carlos chegou a ouvir Diego dizendo que ?o cara está aqui. Não vou dispensar?. Em ato contínuo, ele sacou um revólver 38 da cintura e efetuou seis disparos. Tiago Pinheiro, segundo a testemunha, era o alvo dos tiros. Ele caiu assim que recebeu o segundo tiro. Houve um grande tumulto no local, pois outras pessoas foram atingidas pelos tiros. Quando o acusado fugiu por um beco, localizado ao lado da boate, as vítimas começaram a ser socorridas. O ferido mais grave era Israel Sampaio de Araújo Franco, atingido na cabeça, que acabou falecendo na Santa Casa de Misericórdia e que teve os órgãos doados pela família. Tiago também estava bastante ferido e foi levado à Unidade de Emergência Armando Lages, onde foi operado e perdeu um dos rins.

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