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Escolas viram sucata no sert�o de Alagoas

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DORGIVAL JUNIOR Faltando pouco menos de um mês para o início do ano letivo, crianças e adolescentes da rede municipal de ensino de Palestina, no sertão de Alagoas, correm o risco de não ter salas de aula para estudar. Dos 1.700 alunos matriculados, o município conta com uma estrutura física capaz de atender a demanda de pouco menos de 1.300. De acordo com o secretário municipal de Educação, Gilvan Ferreira, que assumiu o cargo no começo deste mês, das 12 escolas pertencentes ao município, quatro viraram sucata e estão totalmente abandonadas, com cadeiras quebradas, ninhos de morcego nas telhas e muros pichados. Muitas da unidades de ensino que estão abandonadas são da zona rural de Palestina, e servem de abrigos de animais. Tem sala de aula desativada funcionando como oratório para os moradores do povoado, abrigando imagens religiosas. ?Precisamos da ajuda dos governos estadual e federal para que possamos recuperar todas as escolas do município. Muitas delas estão há quatro anos fora de atividade. Os recursos que temos é suficiente apenas para efetuar melhorias em duas unidades de ensino?, disse o secretário, que tenta encontrar meios para que os estudantes do município não sejam prejudicados por falta de salas de aula na rede municipal. Analfabetismo De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 37% da população de Palestina é formada por pessoas analfabetas. Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Educação, a média de repetência chegou, em 2004, a 65% em algumas séries, quando o índice considerado aceitável pelo Ministério de Educação é de 25%. A taxa de evasão escolar no município de Palestina atinge a marca de 39%. ?O nosso desafio é colocar estas crianças e adolescentes dentro da sala de aula. Estamos passando por uma crise séria na educação. A situação é dramática. Só vamos conseguir reverter este quadro com a ajuda das demais esferas de governo e da própria comunidade. Algumas escolas não têm a menor condição de receber os estudantes?, acrescentou o secretário. Segundo Gilvan, a Prefeitura Municipal não tem condições de promover a recuperação das quatro escolas que estão fechadas. Além dos problemas fí-sicos dos prédios das escolas, a Educação de Palestina enfrenta outras dificuldades, como a frota de veículos com problemas de manutenção, além de falta de carteiras escolares. De acordo com o IBGE, os baixos índices de escolaridade no município são provocados também por fatores sociais já que um terço dos 4.500 moradores de Palestina vive abaixo da linha de pobreza.

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