Cidades
Viol�ncia lota delegacia
Os crimes ocorridos em Jaraguá têm ocupado manchetes da imprensa em Alagoas desde o ano passado. A maioria dos casos envolveu jovens de classe média que freqüentavam as poucas casas noturnas que continuam funcionando na região. Os sucessivos crimes no bairro acabaram sobrecarregando a Delegacia do 2º Distrito, na Jatiúca. O comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Diógenes, ressalta que a maioria dos casos de violência em Jaraguá envolveu pessoas de outros bairros. ?O ponto que era considerado mais crítico, a Favela de Jaraguá, está sob controle. Tanto é que não se ouve falar de registros de mortes dentro da favela?. O primeiro caso que ganhou as páginas dos jornais, e teve, inclusive, repercussão nacional, aconteceu em 11 de julho de 2004, quando o estudante Klébson Silva de Oliveira foi espancado pelo lutador de jiu-jítsu Charles França, o Charlão, e pelo estudante Leandro Ferro, o Leleco, na casa de shows Uau. O episódio ficou conhecido como o caso dos pitboys. No dia 6 de agosto, os empresários Valter Castro Reis e Cenira Maria Bezerra Lessa foram assassinados na porta de casa, no Stella Maris. Eles eram proprietários da macarronada Eureka, na Praça Rayol, também em Jaraguá. No dia 11 de setembro, a boate Arena, localizada no bairro, foi cenário de um rumoroso episódio de violência, que resultou na morte do estudante Pedro Oliveira Simões, 19 anos, durante tiroteio em que outras pessoas saíram feridas. No início de outubro, o economista Carlos Stuart Buriti foi baleado após ter sido vítima de um seqüestro-relâmpago no estacionamento do bairro de Jaraguá. Ele acabara de sair da Faculdade de Alagoas (FAL), onde cursa Direito. Em dezembro, um novo caso de violência envolvendo jovens de classe média foi registrado, desta vez a vítima foi o estudante Rodrigo Toledo, 16, espancado por outros três jovens quando saía de um aniversário de 15 anos em uma casa de festas também em Jaraguá. (FAS)