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Crian�as alagoanas morrem de causas evit�veis, como diarr�ia

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Entretanto, segundo o estudo da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde ainda existem problemas quando são avaliadas as coberturas e a qualidade das notificações de mortes. Alagoas foi um dos estados nordestinos citados pelo estudo que informaram, em 2003, menos de 70% dos óbitos estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mesmo período. De acordo com o secretário Álvaro Machado, em 2004 foi possível identificar a causa dos óbitos em crianças menores de um ano em 80% dos casos notificados. ?A investigação mostrou que as crianças alagoanas continuam morrendo de causas evitáveis, como diarréias, infecções e problemas respiratórios?, salienta. 11 meses e 2 quilos Natália, 11 meses, é a terceira filha da desempregada Daniele Cândido dos Santos, 23 anos. A garota nasceu em casa e ainda não foi registrada. Daniele afirma que não conseguiu amamentar a filha e que por isso o ?leite secou?. Com menos de um mês de vida Natália começou a tomar leite em pó diluído em água de torneira. Há cerca de oito dias, um dos líderes da Pastoral da Criança que atua no Conjunto Rosane Collor, onde a família da menina mora, acionou o Conselho Tutelar para que Daniele levasse a filha a um hospital, pois Natália estava desnutrida e pesava dois quilos. ?Quando o conselheiro chegou à casa de Daniele, ela disse que não iria porque precisava lavar roupa. Mas acabou levando a criança. Ela ficou internada por oito dias e na última segunda-feira recebeu alta. Vamos acompanhar o caso, fazendo visitas periódicas à família e distribuindo a multimistura para evitar que Natália venha a morrer?, garante o coordenador da Pastoral da Criança do Clima Bom I e do Rosane Collor, Joel Oliveira. Segundo ele, nesta região são atendidas cerca de 500 crianças de zero a seis anos e aproximadamente 180 gestantes. ?Distribuímos 300 gramas de multimistura para as crianças atendidas e no primeiro domingo de cada mês pesamos todas elas. É um dia de celebração da vida, principalmente quando vemos crianças como o Ítalo, que já pesou 2,8 quilos e hoje pesa 13 quilos. Em 2004 não perdemos nenhuma criança atendida pela Pastoral?, diz Joel Oliveira. (VA)

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