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Mortalidade infantil mant�m tend�ncia de queda

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VITÓRIA ALCÂNTARA Ítalo Ranieri dos Santos, um ano e quatro meses, é um sobrevivente. Em março de 2004, aos seis meses de vida, pesando pouco mais de 5 quilos, ele foi internado com pneumonia e diarréia. Passou 16 dias hospitalizado e, ao receber alta, pesava 2,8 quilos, peso de uma criança recém-nascida. A mãe do garoto, Socorro dos Santos, aceitou a sugestão da assistente social do hospital onde Ítalo esteve internado e procurou a coordenação da Pastoral da Criança do Clima Bom I, onde mora. Hoje, Ítalo pesa 13 quilos e é considerado uma criança saudável. A história de Ítalo é um exemplo bem-sucedido do trabalho conjunto realizado pelo poder público e sociedade civil. O secretário de Saúde Álvaro Machado acredita que é justamente esta parceria que vem salvando vidas em Alagoas. Ontem pela manhã, durante a primeira reunião do ano do Comitê Estadual de Redução da Mortalidade Infantil, Álvaro Machado divulgou o coeficiente da mortalidade infantil em Alagoas durante o ano de 2004 que foi de 29,1 para cada grupo de mil crianças nascidas vivas. Em 2003, este índice foi de 33,4. Em 2002, a mortalidade infantil no Estado foi de 36,4; em 2001 de 45,9 e em 2000 de 48,2. Ministério da Saúde Os dados para obtenção deste coeficiente foram coletados pelas 808 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) que em 2004 estavam presentes em 101 dos 102 municípios ? até o ano passado Viçosa não tinha equipe do PSF - e repassados para o Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab), do Ministério da Saúde. O Siab é um tipo de sistema de informações que torna disponível indicadores sociais sobre os municípios que têm equipes de saúde da família. O Ministério da Saúde reconhece, no entanto, que existem algumas limitações no Siab. A principal delas é que os dados só abrangem as unidades básicas de saúde onde atuam as equipes do PSF. Variação de índices O secretário Álvaro Machado explica que os dados do Siab são aprovados pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) e que mesmo comparados a outros índices não apresenta grandes diferenças percentuais. ?Da mesma forma que existem vários índices para medir a inflação, existem índices para medir o coeficiente de mortalidade infantil. O importante é avaliar a tendência de queda ou crescimento. Quando comparamos os dados do Siab com os dados do IBGE, por exemplo, encontramos a mesma tendência de queda no coeficiente de mortalidade infantil em Alagoas?, destaca o secretário. Queda na taxa Um estudo da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, divulgado no dia 14 deste mês, compara dados de mortalidade infantil entre 1996 e 2003 e indica queda na taxa de óbitos entre os nascidos vivos em todo o País. A taxa identificada em 2003 foi de 24,3 por mil nascidos vivos, enquanto que em 1996 era de 33,2. No Nordeste, passou de 52,5 em 1996 para 36 óbitos por mil nascidos vivos em 2003. Nas demais regiões, as reduções foram de 33,3 para 26,3 na região Norte; de 24 para 17 no Sudeste; de 24,6 para 18,9 no Centro-Oeste; e de 19,1 para 15,7 na Região Sul.

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