Cidades
Sa�de alerta para solos contaminados em AL
FÁTIMA ALMEIDA Alagoas teve onze áreas incluídas no Diagnóstico Nacional de Áreas Potenciais e Efetivas de Contaminação de Solo, elaborado pelo setor de Vigilância e Saúde Relacionadas a Solos (Vigisolo), do Ministério da Saúde, em conjunto com o Estado. O trabalho, divulgado ontem, aponta que essas áreas críticas estão localizadas nos municípios de Maceió, Marechal Deodoro e Rio Largo, e compreendem uma população estimada em 37 mil habitantes, que está sob risco iminente de exposição. Pelo menos duas dessas áreas são apontadas, no diagnóstico do Ministério da Saúde, como efetivamente contaminadas: as áreas de depósito de lixo químico do Pólo de Marechal Deodoro e a área do Pontal da Barra exatamente atrás da planta de cloro-soda da Braskem. O levantamento, segundo Guilherme Franco Neto, coordenador-geral de Vigilância Ambiental em Saúde do ministério, é um estudo preliminar que deverá subsidiar o Estado e as novas prefeituras dos três municípios, para as ações básicas de avaliação e prioridades continuadas de áreas cujo solo contaminado representa risco potencial à saúde humana. Mapeamento As áreas mapeadas em Alagoas integram um universo de 689 áreas avaliadas no Brasil inteiro e compõem a primeira parcial de um levantamento que vem sendo realizado desde 2001, com base em informações dos órgãos sanitários e ambientais e da própria imprensa. Segundo Guilherme Franco, no ano passado foi feita uma visita técnica às áreas mapeadas, mas o estudo não inclui análise do solo. No banco de dados do Vigisolo existem cerca de 15 mil áreas a serem avaliadas. ?O detalhamento ? assim como os procedimentos ? deve ser encaminhado pelas secretarias estaduais e órgãos ambientais dos locais atingidos, dentro da orientação do Sistema Único de Saúde (SUS), que trabalha com a descentralização das ações de saúde?, explicou ele. Sinal de alerta O mapeamento, segundo Guilherme, é uma espécie de guia, um sinal de alerta com indicações de como e por onde começar. Na seqüência do mapeamento, o diagnóstico prevê ações como estudo do solo, para identificar áreas mais críticas, análise ambiental e avaliação de risco, o que vai exigir treinamento de pessoal e capacidade laboratorial do Estado, e integração entre suas instâncias de política ambiental.