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Análogo à escravidão

66 TRABALHADORES FORAM RESGATADOS EM AL EM 2022

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No ano passado, não houve resgate de trabalhadores em Alagoas
No ano passado, não houve resgate de trabalhadores em Alagoas -

No ano passado, não houve resgate de trabalhadores em Alagoas. Por outro lado, 45 pessoas resgatadas em outros estados tinham nascidos nas cidades alagoanas. Mesmo com números considerados baixos, proporcionalmente, somos um dos que mais “exportam” trabalhadores no Brasil. A informação é do procurador Tiago Cavalcanti, titular regional da Coordenadoria de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho (MPT). Se antes a produção da cana-de-açúcar liderava as violações trabalhistas, hoje cedeu a outras situações não menos preocupantes. Certo que a área rural ainda é historicamente onde mais se encontram trabalhadores nessas condições, entretanto, a construção civil e o trabalho doméstico têm sua parcela de contribuição. “Sabemos que existe trabalho escravo em Alagoas, porque existe desigualdade de distribuição de terra, mas as denúncias são poucas. Mas ele acontece às sombras, às escondidas”, disse o procurador Tiago Cavalcanti, ressaltando a importância da implantação de fórum como o Coete (Controle de Erradicação do Trabalho Escravo). O procurador ressaltou também que alguns municípios merecem atenção, precisam de maior vigilância, pois historicamente têm números mais expressivos de casos, como Rio Largo, Feira Grande, União dos Palmares e Penedo. As políticas públicas de assistencialismo tiveram papel importante, oferecendo ao menos alguma renda ao trabalhador. Isso teve impacto em Alagoas por exemplo, mas há muito a se fazer para combater o trabalho escravo, na avaliação do procurador Tiago Cavalcanti. Dados do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas mostram que 846 pessoas em condição análoga à de escravo foram resgatadas entre 1995 a 2022, uma média de 30,2 vítimas. De 2002 a 2022, do total de resgatados residentes em Alagoas, 64% atuavam no setor agropecuário; 38% tinham até o quinto ano incompleto e 32% eram analfabetos. Em 2022, das 45 pessoas resgatadas naturais da unidade federativa, quatorze pessoas foram flagradas na cultura do café, doze na cana-de-açúcar e dez trabalhadores volantes da agricultura. Dois eram motoristas de caminhão, profissional do sexo, atleta e motorista de ônibus.

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