Cidades
ALAGOAS REGISTRA 550 CASOS DE DENGUE EM DOIS MESES DE 2023
Em 2022, foram 41,1 mil notificações com seis morte; apesar de ainda não haver óbitos neste ano, avanço preocupa autoridades
O avanço de casos de dengue nos estados preocupa as autoridades de saúde. Somente nos dois primeiros meses de 2023, Alagoas registrou 550 casos da doença, sem óbitos confirmados. Em todo ano passado, foram 41,1 mil notificações, com seis mortes, ocorridas em março (1), abril (2), junho (2) e agosto (1), segundo o Ministério da Saúde.
Em entrevista à Gazeta, o secretário de Saúde de Alagoas, médico Gustavo Pontes de Miranda, lembra que a dengue é uma arbovirose endêmica no Brasil e em Alagoas e que há três décadas são repassadas as orientações quanto à prevenção que diz respeito ao combate ao vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti.
“Entretanto, todos os anos há o registro de casos de mortes. Diante deste cenário, que passa muito por medidas de higiene, que cabe a cada cidadão adotar, a vacina representa um novo patamar na prevenção da doença. Mas, nada substitui o cuidado doméstico para evitar os focos do mosquito, que passa por evitar plantas aquáticas, reservatórios de água destampados, lixo nos quintais e calhas”, explica o secretário.
Sobre o combate à dengue, Gustavo Pontes cita a vacina Qdenga (biofarmacêutica Takeda) aprovada no Brasil pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] que previne a doença causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus.
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“Ela (vacina) será um divisor de águas no combate aos surtos e epidemias, uma vez que é voltada para pessoas de 4 a 60 anos. Aguardamos com ansiedade a sua adesão pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI [Programa Nacional de Imunização] e, quando ela estiver disponível pelo SUS e chegar a Alagoas, iremos adotar todas as medidas para imunizar os alagoanos, porque prevenção de doenças evitáveis é a meta da nossa gestão e uma determinação do governador Paulo Dantas”, disse Gustavo Pontes.