Cidades
AL APRESENTA 2º MAIOR ÍNDICE DE PREVALÊNCIA DE MICROCEFALIA DO PAÍS
Foram sete casos registrados ao longo do ano de 2021, com uma prevalência de 1,4 caso a cada 10 mil nascidos vivos no estado
Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (MS) traz os dados das anomalias congênitas registradas no país em 2021. Entre eles, constam os números relacionados aos casos de microcefalia nos estados. No ano em questão, Alagoas registrou sete casos de microcefalia. Apesar de aparentemente pequeno, este quantitativo representa uma prevalência de 1,4 caso a cada 10 mil nascidos vivos, um dos maiores índices do país.
Conforme o boletim, a prevalência da microcefalia em Alagoas representou a segunda maior do Nordeste no ano de 2021, ficando atrás apenas do Ceará, que teve o maior índice do Brasil, com 1,8 caso a cada 10 mil nascidos vivos. Na Região Nordeste, esse número foi de 1,1.
O MS ressalta que a microcefalia é avaliada por meio da medida da circunferência do perímetro cefálico e fica detectada quando o resultado desta medição é inferior a menos 2 desvios-padrão (DP) da média, comparando indivíduos da população de referência com a mesma idade e sexo. “Refere-se ainda como microcefalia grave a medida do perímetro cefálico inferior a menos 3 DP”.
Em todo o país, Alagoas fica na 3ª posição em maior número de prevalência, junto do Distrito Federal (1,4) e Mato Grosso do Sul (1,4). A segunda posição fica com o estado de São Paulo (1,7).
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Em números absolutos, Alagoas inverte a posição e fica entre os que menos registraram casos de microcefalia em 2021, com sete ocorrências. São Paulo lidera, com 90 registros, seguido do Ceará (22) e Bahia (19). No Nordeste, ao longo de 2021, foram 89 casos desta anomalia congênita. No Brasil, o número foi de 294 ocorrências, com prevalência de 1,1 para cada 10.000 nascidos vivos.
SÍNDROME DE DOWN
O Boletim Epidemiológico também traz dados relacionados à Síndrome de Down. Em todo o país, em 2021, nasceram 1.108 crianças com esta anomalia congênita, o que representou uma prevalência de 4,1 casos a cada 10 mil nascidos vivos. A anomalia é detectada quando há a presença de uma cópia extra do cromossomo 21, que inclui alterações faciais, musculoesqueléticas e comprometimento intelectual.
No Nordeste, foram 268 casos, uma prevalência de 3,7 a cada 10 mil nascidos vivos. Em Alagoas, foram 21 casos, com prevalência de 4,3 casos a cada 10 mil nascidos vivos. O estado com o maior número de casos da região foi o Ceará, com 63 registros, seguido da Bahia (57) e de Pernambuco (39).
No Brasil, Alagoas ocupou, em 2021, a 8ª posição em prevalência da anomalia, ficando atrás dos estado de Santa Catarina (8,7), Espírito Santo (7,3), Rondônia (6,3), Sergipe (5,9), São Paulo (5,7), Ceará (5,2) e Paraíba (4,8).
OUTRAS ANOMALIAS
As demais anomalias congênitas que são consideradas prioritárias para monitoramento ao nascimento e que constam no boletim epidemiológico são: defeito de tubo neural; cardiopatias congênitas; fendas orais; defeitos de órgãos genitais; defeito de membros e defeitos de parede abdominal.
Alagoas registrou casos de todas elas ao longo de 2021. No caso de defeito de tubo neural, foram 28 registros e uma prevalência de 5,8 a cada 10 mil nascidos vivos. Quando se trata de cardiopatia congênita, foram 21 ocorrências, que representam uma prevalência de 4,3 a cada 10 mil nascidos vivos no estado - a 3ª menor prevalência da Região Nordeste, ficando atrás apenas do Piauí (2,9) e do Maranhão (3,3).
Em relação aos casos de fendas orais, foram 37 casos em 2021 em Alagoas, uma prevalência de 7,6 a cada dez mil nascidos vivos no estado, apenas um pouco menor que a prevalência da Região Nordeste, que foi de 7,3 para este tipo de anomalia congênita.
Os casos de defeitos de órgãos genitais, o estado teve 32 registros e uma prevalência de 6,6. Já em relação aos defeitos de membros, foram 165 ocorrências, e defeito de parede abdominal encerraram o ano de 2021 com 9 casos.
MAIS DO BOLETIM
O boletim ainda traz o panorama de todas essas anomalias no país desde o ano de 2010. Nele, o que mais chama a atenção é o aumento significativo do número de casos de microcefalia entre os anos de 2015 e 2016. Neste período, os casos da doença no país saltaram de 163 em 2014 para 1.758 em 2015 e 2.276 em 2016. Em 2010, esse quantitativo foi de 163 em todo o país.