Cidades
SUSPEITO DO ASSASSINATO DE PASTOR MORRE EM CONFRONTO COM A POLÍCIA
Religioso foi morto a tiros em via pública; delegada afasta crimes de pastor como motivação da morte
Um dos suspeitos de participar do assassinato do pastor Alisson Anderson Gonçalves Lins, de 28 anos, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, morreu nessa quinta-feira (16) durante diligências policiais para prendê-lo no bairro do Jacintinho.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), ele teria resistido à voz de prisão com tiros.
Alisson foi morto a tiros nessa quarta-feira (16), em via pública, em Maceió. Segundo investigações da Polícia Civil, o crime teria sido praticado por quatro pessoas, que estariam dentro do veículo utilizado para levar e dar fuga ao autor dos disparos.
Conforme testemunhas disseram à polícia, no dia do crime, apenas um homem desceu do automóvel, efetuou os disparos e retornou ao veículo.
Ainda segundo a SSP, trabalho de inteligência conseguiu identificar o local onde o indivíduo estava escondido e os policiais militares do Batalhão de Rotam foram até o local. No momento da abordagem, houve a resistência, de acordo com o órgão.
O suspeito na morte do pastor tinha antecedentes criminais por roubo, de acordo com a polícia.
A delegada do caso, Rosimeire Vieira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afastou a possibilidade de o crime estar ligado à vida pregressa da vítima, que respondia por crimes, como homicídio qualificado, corrupção ativa e estelionato.
“Já temos algumas linhas de investigação, as quais estão sendo averiguadas, mas inicialmente não se pode afirmar que o homicídio guarde relação com a vida pregressa da vítima”, destacou a delegada.
Além das diligências já realizadas, a polícia também já começou a colher os depoimentos de testemunhas e a coletar possíveis imagens do crime, que possam ter sido captadas por câmeras de videomonitoramento instaladas na região onde o pastor foi assassinado a tiros. A linha mais forte, de acordo com Rosimeire, é com relação às ameaças de morte que a vítima vinha recebendo. Ele chegou a registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). “O boletim é genérico, não cita nome das pessoas envolvidas, mas a linha de investigação mais forte é a ameaça. Não existe relação (da morte) com a atividade dele como pastor evangélico nem com a vida pregressa que ele levou há um tempo”, finalizou.
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