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Nº 5750
Cidades

Prefeitura derruba �rvores para obra no Centro; embargo do IMA � in�til

CARLA SERQUEIRA A Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb) autorizou, ontem pela manhã, a derrubada de cinco árvores no Centro de Maceió: duas na Rua do Livramento e três na Rua Boa Vista. A retirada das árvores está incluída no proje

Por | Edição do dia 21/01/2005 - Matéria atualizada em 21/01/2005 às 00h00

CARLA SERQUEIRA A Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb) autorizou, ontem pela manhã, a derrubada de cinco árvores no Centro de Maceió: duas na Rua do Livramento e três na Rua Boa Vista. A retirada das árvores está incluída no projeto de requalificação do Centro de Maceió. Ainda pela manhã, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) embargou o corte das árvores imediatamente, mas a maioria delas já havia sido cortada. A presidente do IMA, Sandra Menezes, qualificou o corte das árvores como “absurdo”. “As obras devem se adequar à natureza, não o contrário. As reformas são necessárias, mas não justificam a derrubada de árvores que há décadas compõem o Centro e nunca deram problema”, afirmou. A diretora-técnica do IMA, Naderge Amália do Nascimento, embargou o corte das árvores e notificou a empresa responsável pelos serviços para comparecer hoje ao IMA e explicar o motivo da derrubada. “Tudo aconteceu muito rápido. Quando tomamos conhecimento da situação, cinco árvores já haviam sido arrancadas”, explicou Naderge Amália. O superintendente da Somurb, Mozart Amaral, disse que autorizou o corte das árvores com base numa licença ambiental concedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em 28 de julho de 2004, referente às obras no Centro. Segundo o engenheiro responsável, Alder Flores, “toda a fiação prevista no projeto é embutida, por isso as árvores tiveram que ser cortadas”. Ele disse que hoje vai apresentar a licença ao IMA para que o embargo seja retirado e as obras possam continuar. O secretário municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), Edinaldo Melo, disse que as árvores que foram derrubadas serão substituídas por outras, de acordo com o novo projeto urbanístico de Maceió. As pessoas que passaram ontem pelo local foram pegas de surpresa ao ver as árvores no chão. Gilberto Alves, 40 anos, ambulante, reclamou que a prefeitura deveria zelar pelas árvores de Maceió, que já são poucas. “Cortar, plantar de novo e não cuidar não adianta nada. Esta árvore [da Rua Boa Vista] sempre estava cheia de passarinhos cantando” lamenta Gilberto. “Desde que eu era criança existiam estas árvores. Quando as vi arrancadas, me senti agredida”, disse Martha Barros Damasceno, 46 anos, funcionária pública. A GAZETA tentou ouvir o secretário municipal do Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, mas não conseguiu encontrá-lo.

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