Cidades
Prefeitos continuam a negociar d�bitos
Continuaram ontem as negociações da Ceal com representantes de prefeituras que têm contas de energia em atraso para restabelecer o fornecimento suspenso na véspera. A mobilização dos executivos municipais do interior foi desencadeada por uma operação de corte em larga escala, que deixou sem luz 17 sedes de prefeituras e outras repartições municipais. Foram preservadas, porém, unidades de saúde, escolas e a iluminação pública, para não prejudicar a população e por questão de segurança, respectivamente. A procura das prefeituras pela regularização teve início ainda na mesma quarta-feira, quando a Ceal começou a operação. Segundo o superintendente, uma prefeitura renegociou seu débito ontem ? mas já tinha tido o fornecimento restabelecido mediante a promessa ? e outras duas devem fazê-lo hoje. Negociações O superintendente de Gestão da Receita da Ceal (Companhia Energética de Alagoas), Roberval Félix de Freitas, informou que ontem foi procurado pelo prefeito de Viçosa, Péricles Brandão, que formalizou a renegociação. Mesma medida foi tomada pelo prefeito de Porto de Pedras, Rogério Farias. Para hoje estão agendadas reuniões com o mesmo objetivo com representantes das prefeituras de Porto Calvo e Taquarana e, na segunda-feira, com o de Traipu. A renegociação consiste na assinatura, por parte da prefeitura, de um termo de adesão ao convênio firmado pela Ceal com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), que estabelece que os municípios vão destinar 3% do que receberem de ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) para quitação das faturas em atraso. Para pagamento das faturas que vencerão no futuro, os termos do convênio prevêem que cada uma reservará percentual que estiver dentro das possibilidades das contas municipais. Segundo a Ceal, o montante devido pelas prefeituras alagoanas que tinham atraso na quitação de suas faturas chegou a R$ 13 milhões. Mas o convênio firmado com a AMA, entidade que representa os municípios e funcionou como mediadora no impasse entre a companhia e as prefeituras, conseguiu reduzi-lo pela metade. ?Do total de prefeituras em atraso, 74 aderiram ao convênio; 28 ainda não?, informou Freitas. (FF)