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Nº 5750
Cidades

“Fiquei no meu canto e n�o fiz nada”

Abalado pela violência da agressão, o universitário Felipe Vasconcelos, que está há três anos fazendo faculdade em Brasília, disse que ainda tenta entender os motivos que levaram Thiago Lyra e um outro homem, que ainda não foi identificado pela polícia, a

Por | Edição do dia 21/01/2005 - Matéria atualizada em 21/01/2005 às 00h00

Abalado pela violência da agressão, o universitário Felipe Vasconcelos, que está há três anos fazendo faculdade em Brasília, disse que ainda tenta entender os motivos que levaram Thiago Lyra e um outro homem, que ainda não foi identificado pela polícia, a agredi-lo. “Eu não os conheço, nunca os vi na minha vida. Quando eles me agrediram, eu simplesmente estava dançando com a minha irmã. Não dá para entender o que houve. Espero que a justiça seja feita”, desabafou o estudante do curso de Arquitetura. Ainda guardando a camisa – suja de sangue – que usava quando foi vítima da violência, Felipe lembra com riqueza de detalhes a agressão. “Ele veio duas vezes para cima de mim. Não dava para escutar o que ele falava porque o som da boate estava muito alto. Percebia-se, claramente, que ele queria me provocar. Fiquei no meu canto e não fiz nada, continuei dançando”, disse Felipe. Segundo o estudante, “ele [Thiago] saiu e depois voltou querendo me agredir. Então, eu disse que não queria confusão e me afastei. Foi quando ele quebrou o copo, que usou como arma, no meu rosto. Em seguida recebi o soco dado por um outro homem que estava com ele”, lembrou o estudante. Felipe acrescentou que, após receber os golpes, caiu no chão, atordoado. “A partir daí, só lembro de ver as pessoas tentando segurá-lo, quando foi gerado um tumulto. Meus primos me levaram para o banheiro da boate. Foi aí que vi a minha camisa suja de sangue e o ferimento no meu rosto. Foi tudo muito rápido. Saí de casa para me divertir com meus familiares e amigos e acontece isso comigo. Nunca briguei com ninguém e não esperava uma coisa dessas”. O universitário, após ser atendido na Unidade de Emergência, prestar queixa na polícia e fazer o exame de corpo de delito no IML, procurou um cirurgião plástico para avaliar o ferimento no rosto. “Ele disse que a sutura feita na Unidade de Emergência estava correta e descartou, no momento, a necessidade de cirurgia plástica”, ressaltou Felipe, lembrando que até o fim da tarde de ontem não havia conseguido descansar, abalado com a agressão de que foi vítima. Sem controle O vereador Diogo Gaia, dizendo-se indignado com as ocorrências policiais nas boates e bares de Maceió, declarou que estará agendando uma audiência com o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, solicitando a aplicação de medidas preventivas capazes de aumentar a segurança nesses estabelecimentos. “A situação está ficando sem controle. É necessário uma intervenção urgente”, disse o vereador. Terceiro caso A agressão ao universitário Felipe Vasconcelos foi o terceiro caso de violência ocorrido em boates e bares em Maceió, desde o início deste mês, envolvendo pessoas de classe média. Na madrugada do último dia 9, um rapaz descarregou um revólver contra clientes que estavam na fila para assistir a um show numa boate em Jaraguá. O estudante Israel Sampaio de Araújo Franco, 21, foi atingido na cabeça e morreu. Outras três pessoas foram atingidas pelos tiros, entre elas Tiago Pinheiro de Melo, que foi operado na Unidade de Emergência e perdeu um dos rins. O lutador de jiu-jítsu Diego Ramirez Pinheiro, 25, é acusado do crime e está preso. Uma semana antes, a vítima tinha sido o estudante Leonard Soares Brandão Sá, 24, espancado em frenta a uma casa de shows no Stella Maris. São acusados do crime Felipe Lessa e Lucas Farias. (DJ)

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