Cidades
Pitboy processado por agress�o volta a atacar
EDNELSON FEITOSA DORGIVAL JUJNIOR Thiago Lyra Santos, um dos integrantes do grupo de pitboys liderado pelo lutador de jiu-jítsu Charles Alexandre França, o ?Charlão?, envolveu-se em mais um ato de violência: ele é acusado de agredir e quebrar um copo no rosto do universitário Felipe Monteiro Vasconcelos, 20 anos, estudante de Arquitetura da Universidade de Brasília, que está de férias na casa da família, em Maceió. A vítima também foi agredida com um soco no rosto que teria sido dado por um amigo de Thiago, que não foi identificado pela polícia, apesar de algumas testemunhas alegarem ter condições de fazer o reconhecimento. A agressão ocorreu em uma boate no Stella Maris, na Jatiúca, na madrugada de ontem, por volta das 4h30. Thiago e o cúmplice fugiram do local da agressão para se livrar do flagrante. Segundo o delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima Lopes, Thiago Lyra Santos está sendo processado, com ?Charlão?, Paulo Henrique Gouveia e Leandro Albuquerque Ferro, todos envolvidos no espancamento do estudante Klébson Silva de Almeida, ocorrido na madrugada de 11 de julho do ano passado, numa boate em Jaraguá. Eles chegaram a ficar presos no Baldomero Cavalcanti, por ordem da Justiça, mas hoje respondem ao processo em liberdade. Na manhã de ontem, Felipe Vasconcelos, acompanhado de parentes, prestou queixa na Delegacia do 2º Distrito. O universitário, que está desde dezembro passando férias em Maceió, declarou que saiu de casa, quarta-feira à noite, em companhia da irmã, Mainá Vasconcelos, primos e amigos para a boate onde ocorreu a agressão. ?Não estava querendo sair de casa, mas como minha irmã e os primos sairiam juntos, resolvi ir também?, disse ele. Ele relatou que, na boate, foi provocado duas vezes pelo acusado. Na primeira, não deu importância. Na segunda vez, Felipe contou que tentou dizer que estava com a família e não queria confusão. ?Meu sobrinho é um rapaz retraído. Foi a avó quem insistiu que as férias estavam acabando e ele precisava se divertir?, contou um tio do estudante, Álvaro Vasconcelos.Familiares de Felipe Vasconcelos se disseram indignados com o que ocorreu, principalmente porque Thiago, o acusado, é uma pessoa reincidente, acusada de promover desordens em uma boate da capital alagoana. ?Minha preocupação é que esse fato não fique impune. Ocorrências como essas não podem continuar. Quem será o próximo?? ? indagou a mãe de Felipe, Mônica Vasconcelos. O estudante, que foi medicado na Unidade de Emergência Armando Lages, recebeu 21 pontos externos e mais dez internos no rosto, que mostram a marca da violência. Logo que recebeu alta, Felipe foi levado para a Delegacia do 2º Distrito, onde foi ouvido pelo delegado Dalmo Lima e encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde foi submetido a exame de corpo de delito. O laudo deve sair em duas semanas. Testemunhas da agressão declararam à polícia que Thiago ? pouco antes de deixar a boate para fugir do flagrante ? teria dado uma espécie de grito de guerra: ?Jiu-jítsu, uhuhhh!?. As testemunhas informaram que ele teria voltado até a porta da boate, ameaçando pessoas que estavam em frente ao estabelecimento, após a violência cometida na pista de dança. Apesar de ter sido intimado, Thiago não compareceu à delegacia. Apenas o advogado dele, Welton Roberto, esteve com o delegado Dalmo Lopes, alegando que seu cliente é que teria sido agredido pelo universitário. ?Thiago só se defendeu de uma agressão?, disse o advogado, argumentando que o caso é de ?lesão corporal leve?. ?Não é necessário Thiago ir até a polícia prestar depoimento?, disse Welton.