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ESTADO É O 1º DO PAÍS COM 100% DE MONITORAMENTO METEOROLÓGICO

Municípios alagoanos vão contar com nova Rede de Monitoramento Meteorológico e Hidrográfico, composta por 60 novas estações

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A partir dos próximos dias, antes mesmo do início da quadra chuvosa, e até o período do inverno, os 102 municípios alagoanos passarão a contar com uma nova Rede de Monitoramento Meteorológico e Hidrológico de Alagoas. Serão 60 estações meteorológicas que vão monitorar, em tempo real, as condições meteorológicas e o monitoramento de desastres naturais. O objetivo é tornar célere a emissão de avisos e alertas para os órgãos de proteção e defesa civil, diminuindo os riscos para a população, como ocorridos em 2022 e também em 2010.

Nessa quarta-feira (29), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) realizou , um evento para discutir e planejar ações voltadas ao período de chuvas em Alagoas, como a quadra chuvosa que tem previsão de ocorrer já na primeira semana de abril. No workshop, técnicos de diversas áreas apresentaram planos para auxiliar os gestores públicos e órgãos de proteção e defesa civil na prevenção e mitigação de desastres naturais.

A rede de monitoramento será instalada levando em consideração critérios técnicos, priorizando os municípios atingidos pelas cheias ocorridas em 2022 e que não possuíam nenhum tipo de informação em tempo real.

“A partir de segunda-feira, a equipe da Semarh vai começar a traçar o planejamento de instalação dos seis equipamentos perdidos nas chuvas de 2022, depois disso será discutido com os técnicos a montagem nos outros locais. Estamos trazendo a responsabilidade do ano de 2023, em que Alagoas passa a ter o monitoramento em todos os municípios”, afirmou o secretário da Semarh, Gino César.

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Todas as informações capturadas pelas estações de monitoramento serão repassadas às defesas civis estadual e municipais, além da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). “Essa ação é de prevenção, é para se antecipar e passar as informações aos municípios para evitar que tenhamos perdas”, ressalta Gino.

O evento realizado pela Semarh passará a fazer parte do calendário do Governo do Estado, que ocorrerá sempre antes da quadra chuvosa.

“Se a gente faz comparativo com 2010, quando tivemos uma cheia e morreram mais de 30 pessoas, e a gente traz para 2022, quando a cheia foi muito maior. Em 2010, 15 municípios decretaram situação de calamidade, em 2022 foram 56, mais da metade do estado e tivemos uma redução de seis óbitos e queremos zerar. Para isso, precisamos investir mais em tecnologia. A Defesa Civil do Estado e dos municípios precisam ter a informação em tempo real e elas não tinham. Com esses equipamentos passamos a ter em tempo real em toda Alagoas”.

A iniciativa é pioneira, sendo Alagoas o primeiro estado do Brasil a contar com o monitoramento em 100% dos municípios.

Primeiramente, as cidades de Feliz Deserto, Pilar, Porto Calvo, Jundiá, Flexeiras, Arapiraca, São Miguel dos Campos, Igreja Nova, Piaçabuçu, Batalha, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Olho d’Água do Casado, Teotônio Vilela e Penedo terão as estações instaladas já no período chuvoso de 2023.

Maceió e Zona da Mata estão em áreas de risco

A Defesa Civil de Alagoas deve apresentar, na próxima semana, a estrutura montada pelo Estado para enfrentar as chuvas de 2023. Segundo o coronel Moisés, Maceió e a região da Zona da Mata estão na área de risco e vão receber uma maior atenção.

“O estado se prepara para capacitar municípios de toda faixa litorânea e Zona da Mata, Vale do Paraíba, Vale do Mundaú, região Norte e Sul. A previsão é de muita chuva para esse ano, temos os solos saturados, isso quer dizer que teremos mais inundações e deslizamentos de terra. Estamos nos preparando, notificando alguns municípios para que tomem providências e retirem as pessoas das encostas”.

PREVISÃO SEMARH

De acordo com o meteorologista Vinicius Pinho, a expectativa é que Alagoas registre chuvas acima da média.

“Principalmente na metade Leste, bons volumes de chuvas no Litoral, Baixo São Francisco, Zona da Mata e Agreste. No Sertão e Sertão do São Francisco nos meses de abril, maio e junho teremos chuvas dentro da normalidade, o que é uma boa notícia para o semiárido, porque estamos dentro do período chuvoso, apesar de estarmos no cenário de um pré El Ninho, que desfavorece chuvas no semiárido alagoano, mas, temos previsão de chuvas que podem favorecer a recarga hídrica em municípios que sofrem com a escassez de água”, disse Pinho.

Conforme explicou o meteorologista, a Semarh está se preparando para a possibilidade de outro evento extremo como o ocorrido em 2022.

“Temos que ficar atentos, principalmente, nas áreas mais vulneráveis, que são as regiões das bacias hidrográficas, que sofrem com inundações severas, como a Bacia do Mundaú, Paraíba, Jacuípe e São Miguel. Temos que estar preparados, - não estou dizendo que vai acontecer -, para o pior cenário possível, que é de uma ocorrência de um outro evento extremo, tão mais severo que 2022. Tem previsão de chuvas acima da normalidade, não tem como precisar se será mais significativa que 2022 e 2010. Mas, hoje, estamos muito mais preparados”.

O meteorologista afirma que a nova rede de monitoramento a ser instalada será de fundamental importância para salvaguardar vidas.

“É um avanço imenso dentro do estado de Alagoas, porque agora, todo município conta com pelo menos uma informação em tempo real, seja ela meteorológica ou de nível dos rios. Isso para um sistema de alerta é uma informação fundamental que vai ajudar na celeridade na emissão de avisos e alertas e vai ajudar a salvar vidas”, finalizou.

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