Cidades
Juiz promete investigar maus-tratos
Sucursal Arapiraca ? O juiz da Vara de Execuções Penais da Comarca de Arapiraca, John Silas da Silva, garantiu aos presos rebelados que os supostos maus-tratos não terão continuidade. ?Vamos investigar as denúncias com absoluto rigor?, disse o magistrado. Ele pediu calma aos amotinados e garantiu que ninguém seria transferido para presídios em Maceió. O magistrado também explicou aos detentos que qualquer denúncia, de agora em diante, deve ser feita ao defensor público Otoniel Pinheiro, da Comarca de Arapiraca. Questionado pela GAZETA sobre supostos maus-tratos, o promotor disse que visita o presídio uma vez a cada 15 dias e que nunca tinha ouvido queixa desse tipo. ?Em momento algum fizeram alguma queixa com relação a maus-tratos?, justificou. ?Casa em crise? Para o advogado Everaldo Patriota, membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presídio de Arapiraca é uma ?casa em crise?. ?Essas denúncias não são novas. É absurdo saber que alguém apanha com um porrete onde está escrito Direitos Humanos?, criticou o advogado, cobrando rigor na apuração das denúncias. Os representantes da Vara de Execuções Penais de Arapiraca atenderam a outra exigência dos amotinados: concordaram em não incluir no histórico dos presos a rebelião, o que aumentaria o tempo de cadeia. No final da manhã, agentes penitenciários e policiais do Pelotão de Operações Especiais da PM fizeram revista geral no pavilhão onde aconteceu o motim. Ontem à tarde foi anunciado o nome do novo diretor de disciplina. Trata-se do agente penitenciário Dorgival dos Santos. (MM)