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Nº 5750
Cidades

Escola de frevo atrai foli�es

FÁTIMA ALMEIDA Com alegria, muita energia e o legítimo frevo no pé. É assim que alguns foliões alagoanos querem chegar ao pré-carnaval, que começa nesta semana, e ao carnaval propriamente dito, na semana seguinte. A Oficina de Frevo que está sendo reali

Por | Edição do dia 26/01/2005 - Matéria atualizada em 26/01/2005 às 00h00

FÁTIMA ALMEIDA Com alegria, muita energia e o legítimo frevo no pé. É assim que alguns foliões alagoanos querem chegar ao pré-carnaval, que começa nesta semana, e ao carnaval propriamente dito, na semana seguinte. A Oficina de Frevo que está sendo realizada pelo bloco carnavalesco Pinto da Madrugada, em parceria com a Secretaria Executiva de Cultura, tem atraído pessoas de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes interessados em harmonizar o passo com as tradições alagoanas. O garoto Jackson Severino dos Santos é o mascote da turma, com apenas 8 anos. Mora no Poço e quer desfilar, este ano, no bloco de frevo “Poço na Folia”. De sombrinha na mão e atento à ginga do instrutor, Jackson já arrisca alguns passos. Melissa Vanessa dos Santos, 10, mora no Vergel e já participou de blocos carnavalescos, mas confessa que não sabe nada de frevo. “Quero aprender porque acho muito bonito quem dança frevo”, diz. Pelo empenho, não vai fazer feio no carnaval deste ano. O veterano Aloísio Aragão, 50, sua a camisa para acompanhar o ritmo da meninada. Mas não desiste. Para ele, amante do frevo e com algumas horas de pista acumuladas em muitos carnavais, o propósito é aperfeiçoar. “Já sei alguns passos, quero aprender mais e ganhar técnica”, diz ele, entre uma pausa para recuperar o fôlego e o retorno persistente ao salão. A proposta, segundo Marcial Lima, diretor do Pinto da Madrugada, é revigorar as raízes do carnaval alagoano. “Nossa tradição é de frevo, e isso é contado em marchinhas como o Sururu da Nêga, e nas memórias dos mais antigos, que viveram épocas em que o carnaval de Maceió era uma maratona de 10 dias com bandas de frevo nos bairros, como Bebedouro e Ponta Grossa”, diz ele. A procura tem sido tanta que os organizadores da Oficina já pensam em abrir outras turmas, inclusive à noite, para atender à demanda de pessoas que trabalham durante o dia e não têm condições de freqüentar as aulas. “Começamos com 10 pessoas, hoje já são 30, e tem muita gente querendo entrar”, diz Marcial.

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