Cidades
JÚRI CONDENA RÉU QUE MATOU ADVOGADO EM ACIDENTE DE TRÂNSITO
MPE pediu a prisão preventiva, mas, apesar da condenação, acusado poderá recorrer em liberdade
Acácio de Oliveira Lima foi condenado a 28 anos e seis meses de reclusão por matar Ítalo Vilela em acidente de trânsito ao conduzir, embriagado, um veículo em alta velocidade, no bairro da Serraria, em Maceió, em 2015. Apesar da condenação, ele irá recorrer em liberdade.
O júri popular foi realizado nesta terça-feira (11), no Fórum do Barro Duro, na capital alagoana, sete anos após o acidente.
O réu foi condenado ainda por tentativa de homicídio contra as três vítimas que estavam com Ítalo Vilela no Fiat Uno, mas sobreviveram ao acidente.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-AL), no dia 4 de setembro de 2015, às 4h25, Acácio Lima estava bêbado e dirigia seu Peugeot em alta velocidade após sair de um bar, quando invadiu a contramão e atingiu o carro com Ítalo Peterson, os dois irmãos e a esposa de um deles.
Conforme a denúncia, Acácio saiu do bar e percorreu a Avenida Menino Marcelo em uma velocidade de 122 km/h e “em completo estado de embriaguez”.
Devido ao impacto, Acácio foi projetado para a parte posterior do veículo, o que provocou uma discussão sobre se ele realmente conduzia o o carro, ou se estava como passageiro e o condutor teria fugido do local.
A tese de que ele foi o condutor que causou o acidente prevaleceu no júri, levando-o a condenação. O Ministério Público pediu a prisão preventiva do acusado, que estava solto, o que foi negado. Por isso, Acácio terá o direito de recorrer em liberdade.
SETE ANOS DE AUSÊNCIA
Ítalo Peterson, 31 anos, não resistiu aos ferimentos. Ele era de uma família de cinco irmãos, estava noivo e aguardava o momento de assumir o cargo de agente de polícia civil após ter sido aprovado em concurso público. No momento do acidente, Ítalo dirigia o carro. Como passageiro da frente, estava o irmão Perlyesus. No banco de trás, o outro irmão Ivisson e a esposa Patrícia. Os quatro saíram ainda de madrugada da Barra de Santo Antônio para o aeroporto, onde Ivisson e Patrícia pegariam um voo para Brasília para acompanhar a formatura do filho dela. Segundo Patrícia, o acidente que provocou a morte do cunhado devastou a família.