Cidades
CASOS DE DENGUE EM AL REDUZEM EM 51,84% NO 1º TRIMESTRE DE 2023
Entre janeiro e março foram 1.055 casos; no mesmo período do ano passado, números chegaram a 2.191
Na contramão do Brasil, o número de casos por dengue em Alagoas durante os três primeiros meses de 2023 diminuiu 51,84% em relação ao registrado no mesmo período em 2022. O ano passado, em que todo país, o número de óbitos da doença chegou a bater o recorde histórico, com mais de mil vítimas fatais.
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que entre os meses de janeiro e março deste ano foram registrados no estado 1.055 casos de dengue; já no mesmo período do ano passado, os números chegaram a 2.191. Não houve registro de óbitos pela doença.
Outro número animador é quanto aos casos de Zika Vírus, que também apresentou redução no estado de 85,63%. Neste trimestre de 2023, foram apenas 27 casos confirmados, sem mortes. No ano passado, os casos chegaram a 188, mas também sem óbitos pela doença.
No entanto, a Chikungunya ainda vem se manifestando em Alagoas, com crescimento de 57,54% num comparativo entre os anos Enquanto em 2022, os números chegaram a 285 casos, somente neste período de 2023 já somam 449 casos da doença. Apesar disso, não houve registro de óbitos neste ano, enquanto no ano passado foram duas mortes contabilizadas.
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O Brasil registrou 173 mortes por dengue em 2023, ou seja, cerca de 2 mortes por dia, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde. Aponta ainda que 4.231 municípios notificaram casos de dengue (75%), o que significa que apenas 1.339 municípios brasileiros não registraram de pacientes infectados pelo Aedes aegypti.
Além das 173 mortes por dengue já confirmadas no ano, outras 234 estão em investigação. O número corresponde a um aumento de 41% em relação ao número de casos no mesmo período do ano passado. Em março houve um pico, quando os casos prováveis saltaram de 327.938 no dia 17, para 373.380 no dia 20. Isso representou um aumento de 45.442 casos em apenas três dias. Atualmente existem 584.113 casos prováveis da doença em apuração.
Em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira vacina para pessoas que nunca entraram em contato com a doença, a Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma. Ela deve chegar nas clínicas particulares do país no segundo semestre deste ano, mas não há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).
RECORDE HISTÓRICO EM 2022
O ano de 2022 foi o mais mortal para a dengue no Brasil, com um total acumulado de 1.016 mortes. Isso é mais do que o registrado nos últimos seis anos.
O pico dos casos aconteceu no início de maio. Em comparação com 2021, os aumentos das arboviroses foram de 162,5% nos casos de dengue, 78,9% em chikungunya e 42,0% nas ocorrências de zika.
São Paulo foi o estado da região Sudeste com o maior registro de dengue. A região Sudeste registrou 33,1% dos casos de dengue identificados em todo o Brasil. Deste total, somente no estado de São Paulo foram registrados, 355,4 mil, ou 73,9% dos casos de dengue ao todo.
Já a Bahia foi o estado da região Nordeste com o maior registro com 36,2 mil casos prováveis de dengue. Em comparação com 2021, a dengue com crescimento de 162,5% nos registros.
No Sul, o Paraná teve maior registro de dengue. O município de Joinville ficou entre as cidades brasileiras com os maiores registros de dengue no País. Somente lá, foram identificados 21,3 mil casos, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.