Cidades
Motoristas pedem seguran�a
No último fim de semana, um grupo promoveu um ?arrastão? num ônibus da Empresa Real, que fazia a linha José Tenório-Centro. O bando interceptou o ônibus num ponto da Gruta de Lourdes, próximo à descida de uma favela do Ouro Preto, e rendeu o motorista Josenildo da Silva Santana e o cobrador Luciano Francisco de Lima. Segundo Luciano, eram seis ou sete bandidos. No entanto, somente três entraram no veículo, de armas em punho ? facas e revólveres. Os passageiros que estavam no ônibus também foram roubados. ?Eles não se contentaram com o apurado. Pegaram o que havia comigo e os objetos pessoais e o dinheiro do motorista, inclusive o relógio?. O outro assalto a ônibus ocorreu no Dique Estrada. O cobrador da Empresa Atlântica, Rodrigo Ferreira Alves, 21, denunciou que o ônibus que fazia a linha Cruz das Almas-Trapiche, foi atacado por dois assaltantes, num ponto de ônibus da Avenida Senador Rui Palmeira, no Dique Estrada. Os suspeitos Aparentavam ter 16 ou 17 anos e estavam armados com revólveres. Os motoristas de ônibus se dizem assustados com os assaltos. Eles declaram que a Polícia Militar abandonou os pontos críticos e somente o Batalhão de Radiopatrulha tem mostrado presença em alguns locais da periferia de Maceió. ?Desde o ano passado, ninguém percebe a presença da PM nos locais que eles prometeram em reunião com o sindicato. Estamos, mais uma vez, sozinhos?, reclamou o motorista José Carlos dos Santos. Segurança Ano passado, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários, foram registrados cerca de 200 assaltos em Alagoas, sendo a maioria deles na área da Grande Maceió. Os motoristas, temendo pela própria vida e a dos passageiros ? com a falta de segurança nos ônibus- realizaram, no segundo semestre do ano passado, um protesto, paralisando importantes corredores de transporte, a exemplo da Avenida Fernandes Lima. Pontos críticos Na oportunidade, a categoria fez um mapa dos pontos críticos da cidade e onde ocorria o maior número de assaltos (Feitosa, Mangabeiras, Clima Bom, Tabuleiro, Catolé, Virgem dos Pobres e Jatiúca), apresentando o documento ao comando da Polícia Militar, que se prontificou a colaborar. ?Depois desta reunião, vamos convocar a categoria para que possamos tomar uma posição sobre o caso. Uma nova paralisação dos ônibus, em sinal de protesto, pode ser desencadeada?, disse o líder sindical. A categoria conta com quatro mil rodoviários.