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Nº 5754
Cidades

Homens matam mulher na frente dos filhos para se vingar do marido

EDNELSON FEITOSA A dona de casa Rosimeire Ulisses dos Santos, 22, foi assassinada com três tiros de revólver 38, na cabeça, na presença de seus quatro filhos menores, o mais velho de cinco anos. O crime ocorreu na noite de domingo, na Rua Faustino Silvei

Por | Edição do dia 01/02/2005 - Matéria atualizada em 01/02/2005 às 00h00

EDNELSON FEITOSA A dona de casa Rosimeire Ulisses dos Santos, 22, foi assassinada com três tiros de revólver 38, na cabeça, na presença de seus quatro filhos menores, o mais velho de cinco anos. O crime ocorreu na noite de domingo, na Rua Faustino Silveira, na Chã de Bebedouro. Quando chegaram ao local do homicídio, os autores do atentado mandaram os vizinhos entrar, alegando que se tratava de uma operação policial para prender Rosivaldo Santos Apolinário, 28, marido da vítima. Ontem, Rosivaldo esteve no Instituto Médico Legal para providenciar o sepultamento da esposa. Ele afirmou que está ameaçado de morte desde o final do ano passado, quando presenciou um assalto. Um grupo liderado por um homem identificado como Ricardo havia acabado de cometer um assalto e queria que Rosivaldo guardasse o produto do roubo. Além de se recusar, ele se retirou do local. “Sou trabalhador, passo o dia todo vendendo verdura no mercado para conseguir sustentar minha casa. Não iria me meter com uma ‘galera’ daquelas”, garantiu ele. Por ter se recusado a compactuar com os delinqüentes, o ambulante passou a ser ameaçado de morte e precisou se mudar para outra casa, que fica no mesmo bairro, mas distante das ações da quadrilha de Ricardo. “Todo mundo viu que foi o grupo dele que matou minha mulher”, informou. “Escapei por milagre. Infelizmente, minha mulher foi assassinada”. Segundo ele, na noite de domingo saiu para comprar cigarros e ficou algum tempo conversando com um grupo de amigos. “Foi quando chegou um vizinho dizendo que havia acontecido uma tragédia e minha mulher estava morta”, disse. Maria Zenilda dos Santos, 25, sobrinha e vizinha de Rosimeire, afirmou que tinha acabado de deitar quando ouviu um tumulto na rua. Levantou e foi até a porta, onde percebeu que havia dois veículos, um Gol e um Corsa e, pelo menos, quatro homens, pedindo para entrar na casa de sua tia, porque queriam falar com o “Vado”, apelido de Rosivaldo. Ela declarou que Rosimeire não queria abrir, mas mudou de idéia diante da insistência dos quatro homens e porque eles afirmaram que eram policiais. Quando a vítima abriu a porta, o grupo invadiu a casa chamando por Rosivaldo e quando perceberam que ele não estava, arrastaram sua mulher pelo braço até a calçada e dispararam três tiros em sua cabeça, ignorando os pedidos de socorro. “Todo mundo viu minha tia pedindo para não morrer. Quando ela recebeu o primeiro tiro, o filhinho dela estava do lado e a menina na calçada perto da janela, chorando e gritando, apesar de não entenderem direito o que estava acontecendo”, relatou Maria Zenilda. (EF)

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