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Nº 5750
Cidades

Peritos do INSS denunciam �agress�o em postos de benef�cio

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) vai recorrer, mais uma vez, ao Ministério Público Federal para que o INSS garanta a segurança dos médicos peritos que trabalham nos postos de benefícios. No ano passado, depois que uma médica do Posto Ary Pitomb

Por | Edição do dia 01/02/2005 - Matéria atualizada em 01/02/2005 às 00h00

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) vai recorrer, mais uma vez, ao Ministério Público Federal para que o INSS garanta a segurança dos médicos peritos que trabalham nos postos de benefícios. No ano passado, depois que uma médica do Posto Ary Pitombo foi agredida fisicamente por um paciente, o sindicato recorreu ao Ministério Público, à Polícia Federal e à gerência do INSS, mas, segundo a presidente do Sinmed, Edilma Barbosa, a situação continua a mesma. Na semana passada, outro profissional passou sufoco na sala de perícia. Uma paciente jogou contra ele um grampeador e uma cadeira. De acordo com o médico perito José Roberto Moraes, a questão é antiga e quase sempre resulta do descontrole de pessoas que querem, a qualquer custo, receber um benefício federal. “Às vezes a pessoa está desempregada, desesperada, e tenta entrar em benefício, só que não preenche os requisitos. Outras vezes, acontece com portadores de uma doença que os torna incapacitados para várias atividades, mas não totalmente inválidos. Chegam na esperança de conseguir o Benefício de Prestação Continuada, e quando não conseguem, desesperam-se e alguns reagem de forma agressiva contra o perito”, diz ele. Palavrões As agressões, segundo Roberto, vão desde palavrões, ameaças, agressões físicas, até lesões corporais. “No ano passado, em Aracaju, um alagoano esfaqueou o médico da perícia, por não ser considerado incapaz”, lembra ele. Há também registros de danos ao patrimônio, como arranhões e pichações em veículos pertencentes aos médicos do INSS. “Um perito não ousa chegar no mercado público”, comenta. Às vezes, segundo ele, o paciente já entra ameaçando. “Outro dia entrou um na minha sala e foi logo dizendo: ‘sou doido, maconheiro, já matei um e espanquei minha mulher. Quero entrar no benefício porque não posso trabalhar’. Mandei ele marcar outro dia, mas nem todo mundo age assim, porque as queixas que chegam à gerência do INSS são de que o médico tratou mal ou não quis atender. E ninguém leva em consideração as ameaças que sofremos”, diz ele. A gerente-executiva substituta do INSS, Alessandra Buarque, conhece as queixas, mas desconhece a mobilização da categoria para dar segurança aos peritos. “Só aconteceu no ano passado, por conta de um caso de agressão física. De lá para cá, não recebemos nenhuma demanda oficial de nenhuma entidade nesse sentido”, assegura. Ela reconhece que não só os peritos como todos os funcionários do INSS que trabalham no atendimento ao público ficam muito expostos a reações, às vezes agressivas, da clientela. No entanto, destaca que a vigilância da instituição é para guardar o patrimônio, não para dar segurança aos médicos e funcionários. “Não podemos colocar policiais e nenhum vigilante dentro das salas de consulta. Seria constrangedor para o paciente”, argumenta. Segundo Alessandra, a média atual é de dois vigilantes por cada posto, sendo um em cada turno. O INSS está estudando a possibilidade de aumentar esse efetivo, com o próprio quadro da instituição. “O Ministério Público já determinou ao INSS que fosse reforçada a vigilância nos locais de trabalho dos médicos peritos, mas eles continuam trabalhando sem estrutura física e sem a mínima segurança”, informou Edilma Barbosa. A audiência com o Ministério Público Federal está agendada para a próxima sexta-feira, às 15 horas, na sede do MPF. (FA)

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