Cidades
Greve de motoristas da Via��o Rio Largo prejudica passageiros
FÁBIA ASSUMPÇÃO Moradores de Rio Largo e do Residencial Brasil Novo, a 27 quilômetros de Maceió, amanheceram sem ônibus por causa da greve dos motoristas e cobradores da empresa Rio Largo. A empresa opera com as linhas Rio Largo-Centro e Cruzeiro do Sul-Centro ? esta última atende a moradores do complexo residencial Brasil Novo, que reúne vários conjuntos habitacionais. Pelo menos dez ônibus estavam parados na garagem da empresa, em Rio Largo, e outros dez na sede em Maceió. Só os ônibus da Rio Largo Transporte, que conduzem trabalhadores de empresas, não pararam. Os 250 funcionários da empresa ? que incluem também funcionários administrativos e da garagem ? reclamam que estão há quatro meses com os salários em atraso. Viagem cara Mesmo sem apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro), os motoristas e cobradores decidiram cruzar os braços e prometiam só voltar ao trabalho ?com dinheiro no bolso?. Quem acabou pagando pelo atraso nos salários na Rio Largo foram os passageiros. A alternativa para não chegar atrasado ao trabalho foi usar os transportes complementares, cuja viagem termina nas imediações do Makro. Isso acabou onerando o custo das passagens para muita gente. A passagem do ônibus custa R$ 2,50 até o Centro de Maceió. A do transporte complementar custa R$ 2,00, mas em compensação é preciso pagar mais R$ 1,45, preço da passagem de ônibus até o Centro. Trens Outra saída foram os trens de passageiros, cuja passagem custa apenas R$ 0,50. Mas os horários dos trens são mais limitados e a viagem é mais demorada. Alguns moradores de Rio Largo afirmavam que a situação não estava muito diferente de quando os ônibus da empresa Rio Largo estão circulando. ?O serviço é sempre ruim. Nunca tem ônibus suficiente para todo mundo?, afirmou João José Santos, que trabalha numa farmácia em Maceió. ?Essa empresa já deveria ter parado de circular e abrir espaço para outra?, completou.