app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Cidades

Enfermeira ferida em assalto a �nibus na BR-101

FELIPE FARIAS A enfermeira Ivete Fidélis Tenório é mais uma vítima da recente onda de assaltos a ônibus em Alagoas. Ela foi baleada na perna esquerda, quando o coletivo em que viajava para o Recife (PE), foi abordado por assaltantes, no município de Novo

Por | Edição do dia 02/02/2005 - Matéria atualizada em 02/02/2005 às 00h00

FELIPE FARIAS A enfermeira Ivete Fidélis Tenório é mais uma vítima da recente onda de assaltos a ônibus em Alagoas. Ela foi baleada na perna esquerda, quando o coletivo em que viajava para o Recife (PE), foi abordado por assaltantes, no município de Novo Lino, na BR-101. “Mais um pouco para a frente ou para trás e eu teria morrido, se a bala tivesse atingido a femural (grande vaso sanguíneo da coxa). Pela distância que estávamos de um hospital, certamente eu teria morrido de hemorragia”, relata. Apesar do alívio que disse sentir por ter escapado, ela não escondeu a indignação ao saber que ataques dessa natureza ocorrem com tal freqüência na região que o episódio sequer chegou a ser divulgado na imprensa. “Ninguém denuncia, ninguém faz nada. O pior é que disseram que são pessoas da região mesmo”, indignou-se. A enfermeira Ivete Tenório trabalha no setor de emergência coronariana do Hospital Agamenon Magalhães, na capital pernambucana, e no Programa Saúde da Família (PSF) do município alagoano de Branquinha. Uma vez por semana, ela se desloca para Recife no ônibus que parte à meia-noite do terminal rodoviário João Paulo II, no Feitosa. Como de costume, todos os passageiros “estavam tirando um cochilo”, por volta da 1h30 da madrugada do último domingo, dia 30, quando o ônibus passava pelo município de Novo Lino. Estampido “De repente ouvimos aquele estampido e todo mundo dentro do ônibus começou a correr, sem saber o que tinha acontecido”, conta ela. A enfermeira lembra que, com o susto, despertou bruscamente, ajeitando-se na poltrona. Foi quando sentiu o “queimor” na perna esquerda. E, apesar do que viveu, ainda encontra presença de espírito para comentar: “É estranho como você só sente aquele queimor; sem nem saber direito o que houve. Acho que quem morre de tiro nem sente; deve ser uma morte menos dolorosa”. Apesar da penumbra no interior do ônibus, que permanecia com as luzes apagadas no corredor, ela diz que pôde ver duas manchas escuras à altura da coxa esquerda, em contraste com a roupa branca; uma acima, outra abaixo, junto ao assento. Ivete conta que procurou saber o que tinha havido e foi informada de que o coletivo estava sendo alvo de um ataque de assaltantes. “Foi aí que eu disse: então, se é assalto, fui ferida”. Os demais passageiros pediram que as luzes internas fossem acesas para que pudessem prestar socorro à enfermeira.

Mais matérias
desta edição