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Nº 5754
Cidades

�rea ocupada provoca tens�o no Clima Bom

felipe farias EDNELSON FEITOSA Um terreno às margens da rodovia BR-316, próximo ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), no Clima Bom, está se tornando motivo de confronto entre os que ocupam a área e um empresário que se diz proprietário

Por | Edição do dia 03/02/2005 - Matéria atualizada em 03/02/2005 às 00h00

felipe farias EDNELSON FEITOSA Um terreno às margens da rodovia BR-316, próximo ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), no Clima Bom, está se tornando motivo de confronto entre os que ocupam a área e um empresário que se diz proprietário do terreno. Mais de 100 pessoas que ocupam as terras dizem que estão no local incentivadas pelo deputado estadual Francisco Tenório (PPS), que teria prometido ao grupo a legalização da área. O deputado teria colocado à disposição dos invasores um assessor – não identificado pelos ocupantes – para tratar da regularização do terreno na Prefeitura de Maceió. “Fomos em comissão tratar do problema da ocupação na prefeitura, com o assessor do deputado Chico Tenório, pois o terreno se tornou esconderijo de marginais e lugar de entulhos. Então, vamos construir nossas casas aqui”, afirmou José Jorge da Silva. O problema é que o terreno não seria do deputado, e sim do empresário Delson Alves Camelo, que está no Recife, mas reclama da invasão de sua propriedade. Ele teria adquirido a área em 1979, segundo o advogado do empresário, Gilberto Lamar. Tensão Na manhã de ontem, houve tensão no local. O grupo aguardava o assessor do deputado Francisco Tenório e representantes da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e tinha a promessa de que o problema seria resolvido e as famílias poderiam escolher os lotes onde construiriam suas casas. “O pessoal da associação, que também intermedia a regularização do terreno, prometeu uma reunião para as 10 horas. Mas ninguém chegou para falar com a gente”, protestou Aloísio André da Silva, que sonha com uma casa de alvenaria. Hoje, ele paga aluguel num barraco no Clima Bom, próximo ao terminal de ônibus. Quem apareceu foi o advogado do empresário Delson Camelo. Ele ouviu dos invasores a justificativa de que ocuparam o terreno porque o local se tornou um problema: esconderijo de bandidos e lugar de entulhos. “Eu paguei R$ 40,00 para limpar e queimar o mato para evitar tantos assaltos. Ninguém podia passar por aqui durante a noite. Eles roubam tudo, principalmente bicicletas”, afirmou José Jorge da Silva. “Que seja loteado” “Nós tivemos que invadir para saber de quem era o terreno e para que, se houver proprietário, então que faça um muro. Assim não pode continuar. E se não tiver dono, que seja loteado com a comunidade, como prometeu o deputado”, acrescentou ele. O pedreiro Amaro Sebastião dos Santos disse conhecer o lugar há 30 anos e nunca soube de um proprietário, pois jamais houve qualquer benefício. “Se alguém fez alguma coisa, foi a comunidade”. Ele revelou ter sido vítima do abandono da área. “Em 2002, fui assaltado e levei sete tiros. Até hoje tenho seqüelas e não posso trabalhar. Já que não é de ninguém, nós vamos construir”, garantiu ele. Tiros Outra vítima dos assaltantes que se escondem no local foi o mecânico Cícero José Nunes, que reside em frente ao terreno. Em maio de 2004, ele foi assaltado e levou dois tiros numa das esquinas do terreno. Cícero se emocionou ao mostrar as cicatrizes.

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