Cidades
AL RECEBERÁ MAIS DE R$ 9,5 MI PARA REALIZAR CIRURGIAS ELETIVAS
Fila para procedimentos pelo Sistema Único de Saúde no estado chega a 17.350 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde
A fila de cirurgias eletivas em Alagoas do Sistema Único de Saúde (SUS) chega a 17.350, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). Uma iniciativa governamental, no entanto, pretende reduzir em mais da metade esse número e acelerar a realização dos procedimentos, acumulados em decorrência da pandemia de Covid-19. Para isso, o Estado receberá R$ 9,5 milhões, por meio do Programa Nacional de Redução das Filas das Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas – PNRF, lançado pelo Governo Federal em janeiro.
De acordo com o MS, o plano é uma parceria entre o órgão nacional e as secretarias municipais e estaduais de Saúde de todo o Brasil. O plano de redução das filas em Alagoas foi elaborado e apresentado pelo Governo de Alagoas, que já executou 13 edições do programa Maratona de Cirurgias, em busca de zerar a fila de espera o quanto antes.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, dos 17.350 procedimentos por realizar em Alagoas, 2.124 são cirurgias de Colecistectomia, que é uma intervenção cirúrgica que tem como objetivo remover a vesícula biliar. O plano de redução de filas prevê realizar 1.062 dessas cirurgias.
Cirurgias de catarata aparecem em seguida, com 1.693 pacientes aguardando a realização. O planejamento do Estado prevê zerar esse número.
As 1.144 pessoas que esperam pela cirurgia de hernioplastia inguinal bilateral também serão contempladas pleo plano de redução de filas. Segundo o MS, o plano do estado também prevê zerar essa fila.
Ao todo, o aporte de R$ 9,5 milhões possibilitará a realização de 11.974 procedimentos em Alagoas. Os pacientes que aguardam e serão contemplados são de todas as regiões do estado.
Em entrevista à Folha, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, disse que as cirurgias mais requisitadas no Brasil são de catarata, abdominal, ortopédica, de aparelho digestivo e hérnia.
“Além das cirurgias oncológicas que não são em grande volume, mas o tempo conta muito contra as pessoas nessa situação. Em cada lugar estamos reavaliando contratos, ver o que a gente pode ajudar com recursos nossos porque o câncer é uma prioridade no país”, disse. Outro eixo do programa federal é dar apoio técnico para a realização do plano, tendo em vista a realidade de cada unidade da federação, com especial atenção para regiões de difícil acesso.