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Nº 5594
Cidades

FAMÍLIA PEDE JUSTIÇA POR MORTE DE TÉCNICA DE ENFERMAGEM

Caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas; Maria José estava desaparecida havia três meses

Por Da Redação | Edição do dia 06/06/2023 - Matéria atualizada em 06/06/2023 às 09h06

A família da técnica de enfermagem Maria José Feijó da Silva, que estava desaparecida há três meses e foi encontrada morta na última sexta-feira (2), no bairro Feitosa, em Maceió, pediu justiça nesta segunda (5). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL). Em entrevista à imprensa local, José Aldo, irmão de Maria José, agradeceu às autoridades pelo trabalho e contou que a técnica de enfermagem era uma pessoa boa. Ele ainda ressaltou que aguarda a investigação para saber a motivação do crime. “Era uma pessoa muito boa e dedicada. Ajudava muita gente nos hospitais. A gente não sabe o que aconteceu, nem o motivo desse crime. Agora é deixar que a polícia faça seu trabalho para descobrir quem foi para que a pessoa possa pagar pelo que fez”, disse José.

O CASO

A técnica de enfermagem Maria José desapareceu no dia 13 de março, no bairro Jacintinho, após sair da casa dela, no Conjunto Peixoto, para fazer compras em uma feira da comunidade. Desde então, a família vinha fazendo campanhas para tentar encontrá-la. Já na sexta (2), o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) foi acionado e resgatou os restos mortais em uma fossa de mais de 15 metros de profundidade. O Instituto de Criminalística (IC) fez a perícia no local, e, ao término, os restos mortais foram encaminhados para o IML, que fez a identificação oficial. Os restos mortais da técnica de enfermagem Maria José Feijó da Silva foram sepultados, na manhã desta segunda-feira (5), no Cemitério Ecomemorial, situado em Marechal Deodoro, Litoral Sul de Alagoas. Sob um clima de forte comoção, familiares e amigos, finalmente, conseguiram se despedir após a angústia de mais de três meses sem ter notícias da parente.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil de Alagoas, antes dos restos mortais serem encontrados, investigava o desaparecimento de Maria José. À Gazeta, o delegado Arthur César informou que os suspeitos de assassinarem a técnica são irmãos e já estão presos por envolvimento no sequestro e morte de três pessoas em um canavial, no bairro Beneditos Bentes.

“Nós já trabalhávamos com a linha de investigação que apontava para o homicídio, antes mesmo de os restos mortais serem localizados. Os suspeitos são de alta periculosidade e se encontram no sistema prisional. Agora, vamos trabalhar para elucidar o caso, investigando a motivação para o crime e levantando provas contra os suspeitos”, afirmou.

Além disso, a polícia investiga a ligação entre a vítima e os três suspeitos. “Os familiares informaram que a vítima estava tendo uma espécie de relação com esses indivíduos. Essa relação ainda estamos investigando, mas Maria José teria frequentado pelo menos uma vez o ambiente deles e visto armas e drogas”, disse o delegado Arthur César.

Segundo informou o Instituto Médico Legal (IML) a técnica de enfermagem morreu em decorrência de politraumatismo. Segundo o perito médico legista Fernando Marcelo de Paula, responsável pelo exame de necropsia, o estado de esqueletização dificultou a realização da análise nos fragmentos recolhidos e entregues ao IML. “Foi uma necropsia difícil, trabalhosa, por se tratar de despojos humanos em grau muito avançado de decomposição. Mas a morte da vítima deu-se por politraumatismo devido às fraturas percebidas em partes do esqueleto”, explicou o legista. O laudo também informa que devido às condições em que os despojos foram encontrados, não foi possível definir o tipo do instrumento utilizado na morte da vítima e que a queda na fossa desativada agravou os ferimentos no corpo da técnica de enfermagem.

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