Cidades
AL É O 3º DO NE COM MENOR Nº DE PESSOAS NA FILA POR UMA CIRURGIA
Estado tem 17.350 mil pessoas na fila de espera e fica atrás apenas do Piauí (6.939) e Sergipe (4.809)
Alagoas tem 17.350 mil pessoas na fila de espera por cirurgias eletivas em todo o Estado, segundo dados da Folha de São Paulo, baseados em relatório do Ministério da Saúde (MS), divulgado na última sexta-feira (2). Mais de 1 milhão de procedimentos cirúrgicos eletivos estão travados na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.
Alagoas, segundo levantamento, é o 3° Estado do Nordeste com o menor número de espera, ficando atrás do Piauí (6.939) e Sergipe (4.809). Pernambuco, por outro lado, tem 103.955 pessoas no aguardo de cirurgias eletivas, sendo o Estado da região Nordeste com o maior número.
Maranhão vem logo atrás do Estado pernambucano, com 47.488 pacientes no aguardo. Os demais são: Ceará (41.105); Bahia (78.797); Rio Grande do Norte (27.492) e Paraíba (19.313).
Segundo a Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde pretende repassar cerca de R$ 600 milhões aos governos estaduais e do Distrito Federal. Segundo as estimativas, esse investimento deve reduzir em cerca de 45% o total dos procedimentos. Por enquanto, a pasta direcionou um terço do orçamento total. “O plano de redução de filas no país foi instaurado por meio de uma portaria de 3 de fevereiro deste ano. O ministério optou por dividir o orçamento do programa proporcionalmente entre os estados com base na população estimada pelo IGBE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2021”, diz a matéria.
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Para receber o montante, cada estado, no entanto, deveria enviar um plano com o número de cirurgias eletivas identificadas na fila, quantas poderiam ser realizadas com o investimento do governo federal e os hospitais que fariam as operações.
ESTADO COM O MAIOR NÚMERO
O levantamento possibilitou observar os números em cada Estado do País. Goiás é o que tem a maior fila: são cerca de 125 mil procedimentos travados. Em seguida, aparece São Paulo, com 111 mil, e em terceiro lugar, o Rio Grande do Sul, com 108 mil.
A primeira fase do programa, que será feita durante este ano, é voltada às cirurgias eletivas. No entanto, o plano também envolve consultas especializadas e exames complementares, partes que devem ser priorizadas nas próximas etapas. Se o projeto correr como o planejado, cerca de 487 mil cirurgias serão feitas, mas ainda sobrarão mais de 595 mil na fila de todo o Brasil.
O Ministério da Saúde ainda afirmou à Folha que "o programa é um incremento em relação à produção cirúrgica habitual do SUS". Por isso, durante o período em que o plano estiver em vigor, o número de cirurgias feitas deve ultrapassar o esperado para o programa, já que as cirurgias feitas normalmente devem ser realizadas.
O órgão também disse que os R$ 400 milhões –parte do orçamento ainda não enviada aos Estados– devem ser encaminhados "mediante a apuração da realização das cirurgias pelos estados e municípios, tendo como prazo inicial de execução o ano de 2023, podendo ser ampliado por mais um ano".
O ministério ainda indicou que irá acompanhar o uso do recurso nos Estados em "todas as suas dimensões".
A cirurgia de catarata é a que deve ter o maior contingente de procedimentos realizados. Atualmente, são cerca de 167 mil pacientes em todo o país na espera pelo procedimento, o que representa cerca de 15% de todas as operações travadas. Com o programa de redução, devem ser performadas 88 mil –ou seja, cerca de 52% do total.
Sobre a catarata, o Ministério da Saúde afirmou que "historicamente é a mais realizada nos programas de cirurgias eletivas organizados" pela pasta. O ministério também indica que o novo programa "pretende produzir um impacto positivo na capacidade de resposta do SUS a essa demanda cirúrgica específica".