Cidades
Acusados de assalto a �nibus presos s�o reconhecidos por passageiros
EDNELSON FEITOSA A Polícia Militar prendeu dois acusados de assaltar ônibus no Dique Estrada, no Trapiche da Barra. Carlos Alberto dos Santos e Silva, 22, e José Cláudio da Silva, 20, estavam com dinheiro e objetos de passageiros de ônibus da Empresa Atlântica, que fazia a linha Cruz das Almas-Trapiche, que tinham acabado de ser assaltados, nas imediações da Guarda Civil Municipal, no Vergel do Lago. Eles alegaram inocência, mas foram reconhecidos por vítimas quando chegaram à carceragem da Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC I), no Farol. A prisão ocorreu na Favela Sururu de Capote, no Dique Estrada. A cabo PM Maria Eli Marques dos Santos, do 1º Batalhão, disse que foi informada do roubo cerca de cinco minutos depois do fato. Deslocou-se com sua guarnição ao local e recebeu dados complementares do ocorrido, bem como dos traços físicos e do traje dos assaltantes. A militar se dirigiu à favela, onde começou a revistar suspeitos. ?Localizei os dois dentro da favela. Estavam com dinheiro que dava exatamente o total roubado do cobrador e dos passageiros do ônibus e não tive dúvida de que eram eles os assaltantes do ônibus da Atlântica?. O cobrador Jefferson de Oliveira Santos informou que o ônibus passava pela orla da Lagoa Mundaú quando, num ponto de ônibus, dois rapazes pediram que o motorista parasse. ?Um deles já subiu de arma em punho, um revólver 38 todo enferrujado?, explicou o cobrador, que afirmou ter entregue o apurado do horário: R$ 180,00. De posse do dinheiro do cobrador, os assaltantes promoveram o ?arrastão?, pegaram dinheiro e pertences dos passageiros. Foram os objetos dos passageiros, principalmente relógios, que ajudaram a polícia a identificá-los. João Faustino, que testemunhou o crime, representante da empresa no flagrante, revelou que o assaltante que estava desarmado gritava o tempo todo para o outro atirar no motorista. Ele chegou a gritar duas vezes: ?Atira nele, atira no motorista?, mesmo quando já descia do ônibus no mesmo ponto. José Cláudio declarou que estava indo para casa, na favela, quando foi abordado pelos militares. Disse que vende relógios usados no mercado, por isso estava com dinheiro e os objetos. Confessou, porém, que já esteve preso por roubo de bicicletas, mas não foi processado pela Justiça. O cúmplice, Carlos Alberto, também se disse inocente. Garantiu que os R$ 180,00 que tinha no bolso eram dele e não tinha roubado ninguém.