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Habeas corpus pode soltar quatro suspeitos da fraude

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Ednelson Feitosa Felipe Farias O delegado de Defraudações confirmou que encaminha hoje o flagrante à Justiça e vai pedir prazo para conclusão das diligências que, segundo ele, ficaram prejudicadas por causa do carnaval. Na manhã de ontem, Júlio Ney disse à imprensa que seu advogado entrou com pedido de habeas corpus na Justiça, pois pretende responder ao processo em liberdade. O advogado dos outros três acusados entrou com pedido semelhante e aguarda decisão judicial. Prisão O empresário Julio Ney Lima do Nascimento foi preso na semana passada acusado de extorsão contra o também empresário João Cassimiro Bittencourt Neto, de quem exigiu R$ 6 mil para ?apressar? na Sefaz o pagamento de processos no valor de R$ 50 mil, que Bittencourt tinha a receber. Bittencourt ? que denunciou o esquema e ajudou a montar o flagrante ? recebeu o dinheiro em dois dias e Júlio Ney foi preso quando recebia a propina pelo ?serviço?. Carlos Henrique Almeida Alves, Arnaldo Clarindo Alves Júnior e Remi Alves de Barros, que estavam com Júlio Ney no momento em que recebeu o dinheiro, acabaram presos pelo diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa. No entanto, Júlio Ney garante que eles são seus amigos e nada têm a ver com o esquema que vinha lhe propiciando ganhos extras nos quatro últimos meses. Ministério Público A denúncia de cobrança de propina na Secretaria da Fazenda para liberação de pagamentos a fornecedores do Estado vai ser apurada em três frentes de investigação, informou o promotor Luiz Vasconcelos, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (MPE). Foi ele quem efetuou a prisão de Júlio Ney de Lima e dos outros três, no momento em que ele recebia R$ 6 mil de empresário vítima de extorsão. A investigação do caso apura se há funcionários da Sefaz envolvidos na cobrança ? do que existem fortes indícios, segundo ele ? porque Júlio Ney tinha documentos que são exclusivos do órgão em seu poder quando foi preso. ?A investigação no âmbito criminal já está transcorrendo?, informou o promotor, referindo-se ao inquérito que corre na Delegacia de Defraudações, onde o grupo está preso. O representante do Ministério Público disse, ainda, que o secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, se comprometeu a enviar ofício ao procurador-geral de Justiça, o chefe do MPE estadual, Coaracy Fonseca, solicitando a designação de outro promotor para apurar o caso, que pode ou não ser o próprio Vasconcelos. A apuração do caso, porém, ainda deve transcorrer em uma terceira área. Cópias dos documentos encontrados com Júlio Ney serão encaminhadas para o Núcleo da Fazenda Pública do MPE, que concentrou as investigações sobre o escândalo da Sesau, como ficou conhecido o desvio de R$ 3,6 milhões de contas da Secretaria de Saúde, denunciado ano passado. O objetivo é que este outro setor do MPE instaure ação no âmbito cível, com a finalidade de requerer o ressarcimento do que tiver sido desviado dos cofres públicos.

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