Cidades
Eu levava ela para fazer programas
A suspeita levantada pela mãe de Macléia é de que ?um pedido de Amália Miranda Lopes é mais que uma ordem? para o mototaxista Sérgio Azevedo, uma espécie de agregado da casa dela. ?Quero providências, saber o que houve com minha filha. Se morreu, quero o corpo?, avisou Inês dos Santos. O ajustador mecânico Manoel Alexandre Freire, 45, tio de Macléia, ressaltou que não faz mais nada nos últimos dias a não ser seguir informes sobre o provável paradeiro da sobrinha. ?Soube que ela estava na Branca de Atalaia, corri para lá, mas não encontrei. Assim foram outros locais, sem sucesso?, disse ele. ?Minha sobrinha nunca fez isso. Quando saía para a casa dos tios, ela levava o filho?. ?Tentamos também falar com ela pelo celular, que está desligado desde a noite do de-saparecimento. Fizemos o possível, mas não conseguimos encontrar?, completou o tio. O delegado afirmou que as pessoas citadas no inquérito serão notificadas para prestar depoimento, inclusive Amália Miranda. ?Notifiquei Ivone Batista dos Santos, amiga íntima da desaparecida. Soube que ela tinha informações; quero ouvi-la logo?, declarou Ednaldo Marques, acrescentando que o juiz Williamo já esteve na Delegacia de Atalaia para se inteirar sobre o sumiço da ex-namorada. Programas O mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, 35, negou ontem, na Delegacia de Atalaia, ter viajado com Macléia para Teotônio Vilela, na noite de 2 de fevereiro. Ele confirmou que a conhecia há muito tempo e que, nos últimos meses, era quem a levava para todo canto para fazer programas?. Segundo Sérgio, Macléia era uma cliente tão freqüente que costumava remunerá-lo pelos serviços, por semana. ?Como eu era uma pessoa de confiança, ela me pagava bem?, explicou ele. (EF)