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SP quer devolver Cavalcante para Alagoas

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LUIZA BARREIROS O secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furokawa, pretende devolver o ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante para o Estado de Alagoas. Segundo a assessoria do secretário, a decisão de não aceitar o preso no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes ? para onde Cavalcante foi mandado na sexta-feira passada ? está mantida e tem o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB). ?Para lá [presídio de Presidente Bernardes], com certeza ele não vai?, afirmou um assessor de Furokawa, que se identificou apenas como Tadeu. Apesar disso, até a noite de ontem, as autoridades do Executivo e do Judiciário de Alagoas ainda insistiam em afirmar que existiam negociações em andamento e que havia chance de conseguir reverter a decisão do governo paulista. Como o Poder Judiciário de Alagoas conseguiu autorização do Judiciário paulista para que a remoção fosse feita ? e como o motivo alegado pelo governo paulista para não aceitar Cavalcante foi a ausência de uma comunicação formal entre os dois estados ?, todas as fichas foram lançadas na direção do governador Ronaldo Lessa (PDT), a quem caberia convencer o governador Geraldo Alckmin a mudar de opinião. Mas o que se viu, durante todo o dia de ontem, foi um jogo-de-empurra em que uma autoridade dizia que dependia da outra para o assunto ser resolvido. Responsabilidade Quando chegou ao Senado, na tarde de ontem, para a solenidade de posse do senador Renan Calheiros (PMDB) na Presidência do Congresso, o governador Ronaldo Lessa disse que não participou dos acordos em torno da remoção. ?A tramitação aconteceu entre o juiz Jamil Amil e o juiz corregedor dos presídios de São Paulo. Só fui informado do que estava acontecendo quando Cavalcante estava do lado de fora do presídio e me ligaram para que eu intercedesse?, contou. Segundo o governador, o impasse teria que ser resolvido entre o governo de São Paulo e o Judiciário paulista, que deu autorização para que Cavalcante fosse transferido. ?Assim que soube, entrei em contato com o governador Geraldo Alckmin e ele informou que não tomou conhecimento da existência de uma autorização do Judiciário?, contou o governador. Lessa disse que entrou em contato com o ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Washington Luiz, e pediu que toda a documentação sobre o processo de transferência fosse encaminhada ao governo paulista. ?No sábado, consegui falar com o desembargador Estácio Gama, que assumiu o TJ, e ele me garantiu que na segunda-feira [ontem] daria andamento aos entendimentos com o presidente do TJ paulista?, disse Lessa.

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