Cidades
Alagoas monitora divisa contra entrada de c�lera
FÁBIA ASSUMPÇÃO Técnicos da Divisão de Doenças de Veiculação Hídrica e da Vigilância Ambiental da Secretaria Executiva de Saúde começam, a partir de amanhã, uma visita de inspeção a 12 municípios de Alagoas que estão sendo monitorados em conseqüência da confirmação de pelo menos três casos de cólera em São Bento do Una, no agreste pernambucano. Divididos em duas equipes, os técnicos vão passar um dia em cada município. Desde o ano passado, quando foram registrados 21 casos suspeitos de cólera no município de São Bento do Una, a 218 quilômetros de Recife, os técnicos da saúde alagoana iniciaram um trabalho de bloqueio epidemiológico nos municípios que fazem divisa com Pernambuco, para impedir a entrada da doença no Estado. Bacias interligadas Onze dos 12 municípios ficam na divisa com Pernambuco e fazem parte das bacias do Mundaú e do Paraíba que recebem águas do Rio Una, que banha São Bento. Além deles, os técnicos visitam também São Luiz do Quitunde, que, apesar de não fazer divisa com Pernambuco, recebe muitos comerciantes de São Bento, região onde há um grande número de granjas. A visita vai começar pelo município de Novo Lino. O roteiro inclui ainda Maragogi, Jacuípe, Campestre, Jundiá, Colônia Leopoldina, Ibateguara, São José da Laje, Santana do Mundaú, Chã Preta e Quebrangulo. Casos em Alagoas Segundo a responsável pela Divisão de Doenças Hídricas, Jean Lúcia, até ontem o Ministério da Saúde havia encaminhado uma nota técnica de apenas um caso confirmado de cólera em São Bento do Una, de uma criança de quatro anos. ?Mas tivemos conhecimento pela imprensa de que há três casos confirmados?, observou. O último caso de cólera em Alagoas foi registrado em 2001. Na década de 90, quando houve uma epidemia de cólera no Estado, o primeiro caso da doença foi registrado em Ibateguara, um dos municípios que fazem divisa com Pernambuco e recebem água do Rio Una.