Cidades
Major duvida da culpa dos quatro PMs
EDNELSON FEITOSA O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, informou ontem, por meio de sua assessoria, que os quatro policiais militares ? cabo Firmino, e os soldados Abide, Carlson e Ronaldo (os sobrenomes não foram revelados) ? suspeitos de seqüestrar, torturar e assassinar o comerciário Tony Herbert, estão afastados das ruas, cumprindo expediente interno no Quartel do Batalhão de Radiopatrulha (RP), no Farol. Segundo o comando da PM, desde que surgiu a notícia de que havia policiais militares envolvidos num crime de homicídio, foi cumprido o procedimento padrão, ou seja, abertura de Inquérito Policial Militar (IPM). O major PM Eduardo Apolo Duarte de Lucena foi o oficial designado pela Corregedoria Geral da PM para presidir o inquérito. Ele ouviu os guardas, as testemunhas e os suspeitos, que alegam não ter praticado o assassinato. ?Devo concluir as investigações na semana que vem?, declarou o militar. O major Lucena disse que é ?precipitado? apontar a guarnição do cabo PM Firmino como responsável pela execução de Tony Herbert. Segundo o oficial, no IPM ?não há indícios? da participação dos policiais militares da Radiopatrulha no homicídio. ?Não tenho informações necessárias para falar em punições. Para acusar, preciso ter certeza absoluta do que aconteceu?, disse ele. Lucena considerou o reconhecimento do grupo de guardas municipais ?insuficiente? para a conclusão das investigações e indiciamento dos PMs. ?Eles acharam os PMs muito parecidos, mas não declararam que eram eles os criminosos?, ponderou o presidente do IPM. Segundo o major, ?era a última guarnição para reconhecer e os guardas estavam pressionados, pois se não identificassem ninguém, o crime poderia sobrar para eles?, explicou. ?Não posso seguir as conclusões da Polícia Civil, apesar de ter igual interesse em ver o caso esclarecido, pois existem fatos que ainda não foram levantados. Por exemplo, as armas e o confronto balístico?. Outro ponto que deixou dúvidas no presidente do IPM foi o fato de somente os guardas civis terem identificado o grupo da RP como responsável pelo crime. Segundo o major, ?as demais testemunhas não confirmam o reconhecimento, nem falam se são parecidos ou muito parecidos?.