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Testemunhas-chave do caso Tony sob prote��o

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BLEINE OLIVEIRA Os três guardas civis municipais que reconheceram e apontaram os policiais militares acusados de torturar e matar o comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, 24, foram retirados das ruas. Por determinação do diretor da Guarda Civil Municipal (GCM), delegado João Mendes, os guardas, que atuavam como agentes de trânsito, estão desenvolvendo atividades burocráticas internas. A medida de segurança foi definida em reunião entre o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, o delegado Carlos Alberto Reis, responsável pelo inquérito que apura o assassinato, e o diretor da GCM. Mas a recomendação da SDS é de que os agentes, que prenderam Tony Herbert sob suspeita de tentativa de arrombamento de um veículo, na última noite do Maceió Fest 2004, evitem situações de risco até que estejam integrados ao Programa Estadual de Proteção a Testemunhas (Provita-AL). O delegado Reis já solicitou a inclusão deles no programa, e a decisão deverá sair no prazo de três semanas. No inquérito policial civil, os guardas disseram que, após efetuar a prisão do comerciário, entregaram Tony Herbert à guarnição da Radiopatrulha comandada pelo cabo PM Firmino. Além de Firmino, faziam parte da guarnição os soldados Abide, Carlson e Ronaldo, todos acusados de matar Tony Herbert, cujo corpo foi encontrado no dia 22 de novembro último, um dia após a prisão, no bairro do Pontal, com sinais de tortura e um tiro na cabeça. ?Os guardas municipais foram orientados sobre a própria segurança. Eles terão que agir com cautela, pois não solicitaram proteção policial?, disse o secretário Robervaldo Davino. Entre essas medidas está a de ficarem atentos a situações e pessoas que possam parecer suspeitas, em qualquer lugar que estiverem. Os agentes receberam números de telefones de dirigentes da SDS, que poderão acionar caso enfrentem alguma situação de perigo. ?Não é possível colocar um ou dois policiais à disposição de cada pessoa que esteja ameaçada, mas fazemos o possível para evitar que elas corram risco?, declarou Robervaldo Davino, acrescentando que ele próprio tem que tomar cuidados em sua rotina diária. O secretário concorda com a reprodução simulada do caso, mas adianta que essa operação exige tempo e condições técnicas adequadas para ser realizada.

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