Cidades
Das boates, s� resta uma: viol�ncia afastou freguesia
As boates de Jaraguá também não resistiram. Umas fecharam as portas por causa da onda de violência no bairro, como a Uau, a Arena e o Marquês D?Latravéia, e outras pela falta de clientela. ?Infelizmente o Marquês fechou, o Aeroporco e a Arena também, depois dessas histórias de violência. O único que ainda sobrevive é o Dom José?, lamentou Marília Toledo. A proprietária do restaurante Almoço & Cia destacou que um dos grandes erros da administração municipal passada foi querer transformar o bairro de Jaraguá numa imitação do Pelourinho, na Bahia ou das badaladas ruas do Recife Antigo (PE). ?O povo daqui não tem o mesmo poder aquisitivo deles. Muitos empresários daqui também aumentaram muito os preços dos serviços nos bares e restaurantes. Isso não devia acontecer. Foram com muita sede ao pote?, destacou Marília Toledo. Tanagy Andrade enumerou uma série de fatores que estariam contribuindo para o descaso com que vem sendo tratado o bairro de Jaraguá. ?Foram vários motivos, mas posso ressaltar que o problema com a iluminação nos prejudicou muito?, destacou. O proprietário do bar Casa da Sogra lamenta que o bairro de Jaraguá esteja sendo taxado de violento, pois isso afasta freqüentadores. ?Não concordo quando dizem que o bairro é violento. A violência acontece em todos os lugares e não somente aqui?, disse. Uma saída para o bairro histórico de Jaraguá, segundo Tanagy, pode ser o Centro de Convenções. ?Acredito que essa situação ainda pode ser revertida?, destacou.