Cidades
Mutir�o combate hoje dengue no Clima Bom
FELIPE FARIAS As equipes de combate à dengue marcaram para hoje um mutirão para busca de focos de reprodução do mosquito transmissor e de bloqueio para evitar proliferação de casos, na região do conjunto Clima Bom, no Tabuleiro do Martins, após registro de 16 ocorrências suspeitas da doença este mês. ?No ano passado, essa região não nos preocupava, mas diante desse número de casos notificados [embora não confirmados], passamos a considerá-la área de risco?, disse o biólogo Aldemário Lins, responsável técnico pelo Programa Nacional de Combate à Dengue em Maceió. Em Cruz das Almas, os agentes de saúde continuam com atividades de caráter preventivo, após a notificação de dois casos suspeitos, no início desta semana. A coleta de sangue de duas mulheres que comunicaram às autoridades de saúde estarem com sintomas de dengue, marcada para ontem, foi adiada e deve ser realizada hoje. O exame de laboratório é o critério utilizado pelas autoridades de saúde para confirmar a ocorrência de dengue, para efeito de estatística. Só o diagnóstico clínico não é considerado conclusivo. Mas, segundo o gerente do Programa, Paulo Carvalho, o reforço no contato das equipes com a população está sendo recomendado aos agentes de toda a cidade, por causa da previsão de chuva para Maceió; fator que pode levar ao aumento da proliferação do mosquito. Mutirão Segundo Aldemário Lins, um dos objetivos da ação de hoje, no Clima Bom, será investigar as razões pelas quais a localidade registrou esse número de casos. Uma dezena de pessoas deve ser mobilizada, incluindo agentes de saúde, técnicos da Vigilância Epidemiológica e pessoal do bloqueio de transmissão, que consiste no isolamento de uma área que corresponde a nove quarteirões a partir das residências em que há registro de casos suspeitos, que recebem visita dos agentes de saúde à procura de informações sobre outras pessoas que apresentam sintomas recentes da doença. Eles também investigam se em recipientes de água há focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, nos quais fazem aplicação de veneno. Lins explica que na terceira semana de janeiro as equipes do programa realizaram um trabalho de orientação no Clima Bom, busca ativa de casos e coleta de sangue de supostas vítimas. A atividade não apontou para a possibilidade de aparecimento de número tão grande de casos. O surgimento das 16 ocorrências pode ser um indício de que a atividade de janeiro não tenha surtido efeito ou que os moradores já estavam dentro do período de incubação da doença, que é de no mínimo seis dias. ?Pode ter ocorrido de termos executado aquela atividade e, na véspera, os moradores terem sido picados pelo mosquito transmissor. É isso também que pretendemos investigar nesse mutirão?, explica Lins. As equipes estão orientadas para se concentrar entre 8h e 9h no terminal de ônibus do Conjunto Rosane Collor.