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Suspeitos de golpe na Sefaz ser�o intimados hoje a depor

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FELIPE FARIAS Dois funcionários da Secretaria da Fazenda acusados de envolvimento no tráfico de influência para ?apressar? pagamentos pendentes na pasta deverão ser intimados hoje pelo delegado Nilson Alcântara, titular da Delegacia de Defraudações da Capital, para prestar depoimento sobre o caso. Pelo que a polícia apurou, eles seriam os servidores Geraldo Correia e Valter da Silva, lotados na gerência de Controle e Movimentação Financeira da Sefaz. Liberados Os quatro homens presos há duas semanas, quando um deles recebia R$ 6 mil de propina pelo esquema, foram liberados. Entre eles estão Carlos Henrique Almeida Alves, Arnaldo Clarindo Alves Júnior, Remi Alves de Barros e o Júlio Ney Lima do Nascimento, considerado o pivô do possível golpe na Sefaz. ?A decisão pela soltura dos acusados já era esperada porque eles atendiam aos critérios previstos na lei, como serem réus primários?, justificou Alcântara. Júlio Ney do Nascimento é apontado como a pessoa que abordava os empresários que tinham processos de pagamento pendentes na Sefaz para fazer a proposta de liberação mediante o pagamento da propina. Segundo o promotor Luiz Vasconcelos, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (MPE), que executou a prisão, Júlio Ney demonstrou ter conhecimento e influência dentro do órgão, para manipular, inclusive, a ordem de pagamento dos processos. Propina Júlio Ney alega que apenas ?sabia com antecedência? quando os pagamentos seriam liberados e procurava os beneficiados para lhes cobrar a propina. A liberdade provisória foi concedida pela Justiça. Além dos presos, o delegado ouviu um dos cinco representantes de empresas que pagaram a propina, ao contrário de Cassimiro Bittencourt, que denunciou a cobrança. Alcântara confirmou que eles serão indiciados por corrupção ativa. Até ontem, apenas um deles foi ouvido, mas em seu depoimento argüiu o direito de só se pronunciar perante a Justiça, e não deu nenhuma informação à Polícia. Hoje, o delegado prevê que os dois funcionários da Secretaria apontados como os envolvidos no esquema, dentro do órgão, deverão ser intimados. Mas seu depoimento só deve ocorrer na semana que vem. Apuração A apuração do caso está sendo feita em três frentes de investigação: no Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, em inquérito na Delegacia de Defraudações e no Núcleo da Fazenda Pública do MPE.

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