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MP apura mortes em UTI na Santa M�nica

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FÁTIMA ALMEIDA Representantes dos enfermeiros e dos auxiliares e técnicos de enfermagem de Alagoas apresentaram, ontem, denúncia ao Ministério Público Estadual, sobre a situação de alto risco ? inclusive com o aumento dos registros de óbitos infantis ? na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade-Escola Santa Mônica, no Poço. De acordo com a denúncia, a maternidade opera com capacidade de atendimento na UTI muito além da cadastrada pelo Ministério da Saúde ? com instalação para oito pacientes, a UTI funciona com uma média de 14. Já a Unidade de Cuidados Intermediários, com capacidade para 24 leitos, funciona com uma média de 50. ?O problema de superlotação na maternidade, aliado à carência de pessoal e à sobrecarga de trabalho, tem levado os profissionais à fadiga e a doenças ocupacionais, sacrificando o atendimento aos usuários e comprometendo a própria vida dos pacientes?, denuncia Wellington Monteiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros. O número reduzido de profissionais é apontado como um dos principais agravantes para a quantidade de óbitos na UTI Neonatal da Maternidade Santa Mônica, somando-se a fatores já conhecidos, como a superlotação e o grande número de pacientes de alto risco recebidos pelo hospital. A média atual de cobertura, segundo dados do próprio hospital, é de um auxiliar de enfermagem para até 15 pacientes, e de um enfermeiro para 60. O ideal para um atendimento satisfatório, segundo o Sindicato dos Enfermeiros, seria de um auxiliar para cinco pacientes, e um profissional de enfermagem para cada 20. Outro lado A própria diretoria da Santa Mônica reconhece que a contratação de novos profissionais é uma das saídas para evitar que o número de óbitos continue aumentando. ?Para garantir cobertura no atendimento há uma sobrecarga de trabalho, e isso gera insatisfação, estresse e desatenção, o que contribui para aumentar os riscos?, reconhece o diretor-médico, José Carlos Silver.

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