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Mortes por encomenda

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O cabo PM Jailton Firmino, um dos militares acusados de seqüestrar e assassinar o comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, 24, crime ocorrido em novembro do ano passado, também é alvo de uma série de investigações realizadas pelo Serviço Reservado da Polícia Militar. Ele é suspeito de integrar um grupo de matadores de aluguel que ficou conhecido como ?Ninjas? e que praticava mortes por encomenda na região de União dos Palmares. Pelo que a polícia conseguiu levantar, os ?Ninjas? eram policiais que recebiam dinheiro para praticar crimes para políticos e fazendeiros e agiam também como ?justiceiros?, matando bandidos que se envolvessem em assaltos e pequenos crimes no município de União, distante 80 quilômetros de Maceió. São atribuídos ao grupo crimes, principalmente ?desovas?, ocorridos até em cidades pernambucanas como Quipapá. Pessoas influentes A interferência de pessoas influentes sempre prejudicou as investigações dos homicídios praticados pelo grupo, entre 1998 a 2002, que esbarravam na falta de provas ou no medo das testemunhas. Nem mesmo a transferência de militares para outros batalhões facilitou o trabalho de investigação da PM. A Corregedoria Geral da Polícia Militar voltou a ouvir falar do cabo PM Firmino no ano passado, quando surgiu a informação de que ele teria roubado a motocicleta e a pistola de outro militar, num assalto ocorrido na periferia de Maceió. A moto foi abandonada em Guaxuma, mas os assaltantes ficaram com a pistola 380 do soldado. Firmino estava lotado no Batalhão de Rádio Patrulha, onde comandava viaturas com guarnições compostas, muitas delas por policiais novatos. Seu reconhecimento como um dos assaltantes que roubou a moto do ?colega? de farda não o afastou do serviço, pois era preciso a conclusão do IPM para que fossem realizados os procedimentos de praxe, que poderia levá-lo, inclusive, à expulsão. A Polícia Militar tinha conhecimento que Firmino tinha praticado assaltos a lojas lotéricas e havia tentado assaltar uma agência MultiBank. Não chegou a consumar o roubo, porque havia um soldado da Polícia Militar fazendo a segurança do local.

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