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MP amea�a fechar bares e boates em Macei� por viol�ncia

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MÁRIO LIMA O Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça Coletiva da Fazenda Pública Municipal, instaurou procedimento administrativo para apurar a crescente violência registrada em bares, boates e casas de shows em Maceió. A partir do resultado das investigações, o MP pode promover o arquivamento ou propor ação civil pública. A Promotoria de Justiça considera que o funcionamento de casas e locais de diversão depende de licença prévia do órgão municipal competente, desde que satisfaça as exigências legais, bem como a fiscalização periódica e obrigatória. De acordo com as promotoras Fernanda Moreira, Nísia Cunha e Viviane Sandes, da Promotoria de Justiça Coletiva da Fazenda Pública Municipal, nos casos em que ficar constatada a falta de segurança ou prejuízos ao sossego e à ordem pública, os estabelecimentos poderão ter sua licença cassada. O Ministério Público diz que o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, será comunicado sobre a instauração do procedimento administrativo. Também será expedido ofício ao secretário municipal de Controle do Convívio Urbano, requisitando uma relação de todos os estabelecimentos de diversões localizados no âmbito do município de Maceió, com cópia dos respectivos alvarás de localização e funcionamento, e informações sobre a existência de algum estabelecimento irregular. Jaraguá No histórico bairro de Jaraguá foram registrados alguns dos crimes de grande repercussão que acabaram desencadeando uma associação entre violência e a imagem do bairro. O primeiro crime ocorreu durante apresentação de uma banda de forró. Agredido por lutadores, o estudante Klébson Almeida acabou no hospital, no episódio que ficou conhecido como o ?caso pitboys?. Na madrugada de 12 de setembro de 2004, três homens armados invadiram a boate Arena atirando e espalhando uma onda de pânico e mataram Pedro Manoel de Oliveira. Até um caso ocorrido em outra localidade acabou associado ao bairro histórico: o casal Walter de Castro, o Vavá, 63, e Cenira Bezerra, 56, foi morto quando chegava em casa, na Jatiúca. Walter era proprietário da Macarronada Eureka, localizada em Jaraguá. O estudante Rodrigo Toledo, 16, foi outra vítima da violência. O jovem foi agredido durante uma festa de aniversário no fim do ano passado e levou 40 pontos na face. Por causa da violência e da falta de clientes, as boates de Jaraguá não resistiram e algumas fecharam as portas, como a Uau, a Arena e o Marquês D?Latravéia.

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